Crítica: O Ornitólogo
2016
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Poster do filme O Ornitólogo |
O realizador português João Pedro Rodrigues apresenta no seu último filme uma adaptação muito pessoal da história de vida de Santo António. O Ornitólogo assume-se como um filme místico e recheado de referências religiosas pouco explícitas. Será que isso basta para se tornar num bom filme? Na minha opinião, não.
Depois de realizar filmes como O Fantasma, Odete ou A Última Vez Que Vi Macau, João Pedro Rodrigues mostra-nos outra vez no grande ecrã uma história muito pessoal (aparecendo até numa pequena aparição durante o filme), criando um ornitólogo que se vai transformando pela paisagem que o envolve e pelos encontros que vai tendo, tornando-se de uma forma bastante homoerótica no símbolo do Santo António, mas que falha, não na sua execução técnica, mas no conteúdo distorcido que tenta de certa forma criar.
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Paul Hamy numa imagem de O Ornitólogo |
O actor Paul Hamy revela-se bastante fraco na pele deste ornitólogo, sendo que também o guião não ajuda para a sua performance, com diálogos bastante fracos, não passando de uma mera imagem que vai aparecendo em frames (que lembram quadros embelezados) e tornando-se assim num dos pontos mais fracos do filme.
O que sobressai deste filme é com certeza a fotografia e a execução técnica em si, sendo toda a sua realização um bom exemplo de como se deve fazer um filme, mas apenas isso não chega.
Mau | Meh | Bom
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