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11/09/2017

Vencedores do MOTELX 2017


A 11.ª edição do MOTELX – Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa chegou ao fim este Domingo depois de nos últimos seis dias ter acolhido milhares de pessoas no Cinema São Jorge, no Teatro Tivoli BBVA, no Museu Coleção Berardo e na Cinemateca Júnior.

Thursday Night” de Gonçalo Almeida é o grande vencedor do Prémio MOTELX – Melhor Curta de Terror Portuguesa/Méliès d’Argent 2017. O júri composto pela actriz Maria João Bastos, o músico Carlão e o realizador Can Evrenol decidiu atribuir o prémio a esta curta-metragem “pela história, pela direcção, pela fotografia e pelos actores”, acrescentando que se trata de “um filme que nos marcou muito, que consideramos único e que certamente ficará na nossa memória”. Uma história de fantasmas só com animais, “Thursday Night” foi inspirado pelo álbum “Thursday Afternoon” de Brian Eno. O júri decidiu ainda atribuir uma Menção Especial a “Depois do Silêncio” de Guilherme Daniel, cujo trabalho de “argumento e fotografia” considerou “muito promissor”.

O Prémio MOTELX - Melhor Curta de Terror Portuguesa/Méliès d’Argent é o maior prémio para curtas-metragens em Portugal: são 5000€ a que se juntam mais 5000€ em serviços pós-produção Kino Sound Studio e um fim-de-semana de inspiração nos hotéis Belver. Desde a sua criação em 2009 já foram exibidos no Festival mais de 100 filmes de terror portugueses em antestreia mundial, cumprindo um dos principais objectivos do MOTELX: o incentivo à produção nacional de cinema de terror. “Thursday Night” fica ainda automaticamente seleccionada para o Prémio Méliès d’Or, que será atribuído pela Federação Europeia de Festivais de Cinema Fantástico em Novembro, na cidade de Trieste.

Na competição internacional, “Cold Hell” de Stefan Ruzowitzky venceu o Prémio MOTELX – Melhor Longa de Terror Europeia /Méliès d’Argent 2017. Uma decisão que o júri composto pelo crítico Kim Newman e os actores Rogério Samora e Iris Cayatte considerou “clara” devido à sua “relevância contemporânea, acção emocionante e imaginativa e excelentes performances de todo o elenco”. “Cold Hell” é um thriller político passado numa Alemanha multicultural que conta a história de uma jovem taxista de origem turca perseguida por um assassino em série. “Filme excepcional que combina elementos do serial killer thriller com o terror”, esta é a mais recente longa-metragem de Ruzowitzky, que em 2008 venceu o Óscar para Melhor Filme Estrangeiro com “The Counterfeiters”. O realizador e a actriz Violetta Schurawlow estiveram presentes na Sessão de Encerramento do MOTELX para receber o Prémio.

A competição de longas-metragens europeias foi inaugurada em 2016 e teve este ano oito filmes a concurso. “Cold Hell” sucede ao checo “The Noonday Witch” de Jiří Sádek e fica nomeado para o Prémio Méliès d’Or, à semelhança da curta “Thursday Night”.

21/09/2016

MOTELx termina 10.ª Edição com casa cheia


O MOTELx - Festival Internacional de Cinema de Terror de Lisboa fechou a 10.ª Edição com 18.250 espectadores, mantendo a subida já registada no ano anterior. Este ano, destaque ainda para a lista de convidados internacionais, entre os quais Ruggero Deodato, realizador do polémico “Holocausto Canibal”, e a estreia da competição de longas-metragens europeias. Foi uma maratona do melhor cinema de terror a confirmar que o festival já tem uma legião fiel de seguidores.

O MOTELx terminou no domingo, 11 de Setembro, a sua 10.ª Edição com casa cheia e mais uma sessão - de encerramento, com exibição do filme “The Devil’s Candy” – completamente lotada. Ao longo de 6 dias de festival mais 2 de Warm-Up, o MOTELx atraiu às salas do Cinema São Jorge, Teatro Tivoli BBVA e Cinemateca Júnior cerca de 18.250 pessoas em mais de 70 sessões de cinema, workshops e inúmeras actividades paralelas. Aumentando a afluência registada no ano anterior, o MOTELx confirma-se assim como um festival de culto com fiéis seguidores e entusiastas. A adesão às redes sociais, Facebook e Instagram, também tem vindo a registar um aumento significativo.

A celebrar uma década do melhor cinema de terror em Portugal, o MOTELx continua assim a crescer com esta 10.ª Edição a revelar-se a mais concorrida. O festival, que este ano inaugurou a competição de longas-metragens europeias, encerrou com a atribuição dos prémios a “The Noonday Witch”, de Jiri Sádek, que sagrou-se assim o primeiro vencedor do Prémio MOTELx Melhor Longa de Terror Europeia 2016/Méliès d’Argent. Já “Post-Mortem”, de Belmiro Ribeiro, venceu o Prémio MOTELx Melhor Curta de Terror Portuguesa 2016/Méliès d’Argent, com o valor monetário de 5.000 euros, o maior prémio atribuído a curtas em Portugal. “Palhaços”, de Pedro Crispim, mereceu ainda uma Menção Especial.

18/09/2016

De Palma por De Palma

Crítica: De Palma
2015

Poster do filme De Palma

Em 2015 os realizadores Noah Baumbach e Jake Paltrow fizeram um documentário sobre o realizador Brian De Palma, que não passa de uma entrevista ao mesmo com inserções de planos e sequências sobre o que o realizador vai contando. Em 2016, De Palma foi apresentado em Portugal no festival MOTELx.

Imagem do documentário De Palma

Este De Palma serve para que os menos atentos à filmografia de um dos grandes realizadores contemporâneos (que assinou títulos como Carrie, Vestida para Matar, Scarface, Os Intocáveis, Missão Impossível ou A Dália Negra), possam aqui conhecer a sua história, o seu método de trabalho e algumas curiosidades sobre a indústria do cinema, e em particular, a indústria norte-americana. No entanto, para além disso, esta obra pouco mais acrescenta.

Trata-se de um documentário muito simples na sua concretização, e que não aprofunda em demasia a vida de Brian De Palma. Talvez num futuro distante se possa criar um filme que detalhe mais sobre Brian De Palma e a sua obra.

Com um registo mais televisivo e não tanto cinematográfico, é um filme competente e importante para dar a conhecer o realizador Brian De Palma.

Mau | Meh | Bom

15/09/2016

Na Floresta... tenta correr!

Crítica: Na Floresta... Corre! (curta-metragem)
2016

Poster da curta "Na Floresta... Corre!"

Uma curta-metragem com cerca de 7 minutos dentro do género terror não será nada fácil de executar e conseguir em tão pouco tempo encutir algum tipo de medo ou receio no público. No entanto a curta "Na Floresta... Corre!" (apresentada na edição de 2016 do festival MOTELx) consegue esse feito.

Com uma execução técnica completamente profissional, é aqui apresentada uma pequena história onde um rapaz que se encontra a correr no meio de uma densa floresta é interpelado por um mal que nela habita e que vai traçar o seu destino. Com algum gore à mistura, vai-se aumentando aos poucos o clima de tensão e levantando-se o véu sobre o desfecho final de forma bastante competente.

Destaque para alguns dos pontos mais fortes deste filme: boa produção sonora e caracterização das personagens e ambiente, boa interpretação do actor Francisco Sousa, e por último destaca-se também a qualidade dos grafismos apresentados tanto no título do filme como nos créditos finais e poster.


Mau | Meh | Bom

13/09/2016

Quando o mau dá para rir

Crítica: Don't Kill It
2016

Poster de Don't Kill It

Estão a ver aquele tipo de filmes que é tão mau que até é bom, estilo Sharknado? Don't Kill It é esse tipo de filme.
Com a sua estreia na edição de 2016 do festival MOTELx, o realizador Mike Mendez (Lavalantula) traz ao cinema um filme de comédia gore que a nível técnico tem tudo de mau: iluminação e fotografia más, maus actores, cenários de carnificina maus, sequências de morte com bonecos, cabos à mostra, mau som, maus efeitos especiais, etc, no entanto consegue captar o espectador de tão mau que é, com algumas cenas que fazem-nos rir à gargalhada.

Não acrescentando nada de novo ao cinema dentro deste estilo (muito menos ao cinema em geral), tenta recriar um estilo dos filmes de série B de terror, com uma história simples sobre um demónio que aterroriza uma aldeia nos EUA, sendo que este tem um poder muito particular, onde somente o herói Jebediah Woodley (Dolph Lundgren) sabe como o enfrentar.

Com uma sequência inicial hilariante e bem conseguida dentro do género, Don't Kill It consegue ter alguns bons momentos de comédia, mas poderia mesmo assim ser bem melhor, aliás, muito melhor. Não se enganem se pensam que vão ver um típico filme de terror.

Mau | Meh | Bom

10/09/2016

EUA a purificar ao estilo Americano

Crítica: The Purge: Election Year
2016

Poster de The Purge: Election Year

O terceiro filme de uma série que gosta de libertar a violência que existe no ser humano ao estilo norte-americano. The Purge: Election Year deverá concluir uma trilogia de filmes onde o enredo principal consiste em dar 12 horas por ano a uma nação (EUA), para que qualquer cidadão possa fazer o que bem lhe apetecer, sem qualquer tipo de consequência. Ou seja, uma espécie de anarquia legalizada durante uma noite.

A ideia apresentada já no primeiro filme desta série (ano de 2013) mantém-se viva e consistente neste filme, mantendo o mesmo clima de terror, colocando sempre em certos momentos próprios uma pitada de crítica ao que a ideia do filme representa: a libertação que esta purga supostamente traz à população.

Imagem do filme The Purge: Election Year

Com estreia em Portugal na edição de 2016 do festival MOTELx, esta noite de purga em ano de eleições traz ao ecrã algo que a série até agora não tinha: uma escala política e mais global sobre a ideologia da purga em si e dos jogos que estão por trás de uma lei como esta.
Um filme decente e que demonstra como um terceiro filme de uma saga de terror consegue ser ainda um bom filme dentro e fora do seu género, pelo simples facto de estar assente numa ideia base que é diferente em si, e que deixa sempre o público a pensar sobre a condição da violência humana.

Mau | Meh | Bom

09/09/2016

Fernando Ribeiro é o anfitrião da festa do 10.º MOTELx

Fernando Ribeiro

O vocalista dos Moonspell vai virar DJ e animar o Titanic sur Mer, no Cais do Sodré, hoje a partir da meia-noite. Quem for vestido a rigor, com trajes monstruosos, não paga entrada.

É tempo de celebrar a 10.ª edição MOTELx e, a partir da meia-noite, Fernando Ribeiro será o anfitrião da grande festa. Num DJ set, o vocalista dos Moonspell e jurado do Prémio MOTELx – Melhor Longa de Terror Europeia 2016 promete animar a pista de dança do Titanic sur Mer, no Cais do Sodré.

Todos aqueles que se apresentarem vestidos a rigor, inspirados nos seus monstros favoritos das dez edições MOTELx, terão entrada gratuita. Obrigatório: vir o mais assustador possível. O preço normal é 6 euros, com oferta de uma bebida. Depois é só dançar e celebrar o MOTELx com cineastas, produtores e todos os amantes do melhor cinema de terror.

08/09/2016

O vizinho "tipicamente" estranho

Crítica: The Neighbor
2016

Poster do filme 'The Neighbor'

Apresentado na edição de 2016 do Festival MOTELx, 'The Neighbor' define-se como o típico filme norte-americano de terror, passado na vila de Cutter, Mississippi, onde um casal que sobrevive das suas acções ilegais é confrontado com a sua sobrevivência após conhecer melhor um suspeito vizinho e os seus filhos.

O ritmo do filme desenvolve-se de forma eficaz, agarrando o público para as cenas seguintes e intrigando o mesmo sobre o que se irá passar mais à frente, não fugindo no entanto a alguns clichês quase inevitáveis deste género.

Cena do filme 'The Neighbor'

Existe um twist com pouco gore que dá algum dinamismo ao filme, já depois de metade do mesmo, no entanto o final deixa muito a desejar, acabando por ser fraco tendo em conta que existiriam outras formas bem mais interessantes de terminar a história. O elenco é competente, assim como a cenografia e realização. Um filme médio para os amantes de terror.

Mau | Meh | Bom

07/09/2016

Pouco terror na Caverna

Crítica: A Caverna (curta-metragem)
2015

Cena de A Caverna

A curta-metragem 'A Caverna' do realizador português Edgar Pêra mostra-nos um grupo de espectadores que se encontram presos numa sala de cinema (ou serão duas?). E apenas isto.

Presente na secção de competição de curtas portuguesas no festival MOTELx de 2016, este filme pouco acrescenta a si mesmo, mostrando ao público um grupo variado de pessoas que se encontram em constante euforia e dinamismo, interagindo entre si de variadas formas, e com o espaço que as rodeia, no entanto isso apenas não chega para agarrar o público a algo mais, ou a uma mensagem/estado de espírito que se pretenda passar. Fica-se logo pelo seu esquecimento.

Cena de A Caverna

Para além disso, não mostra um nível de terror ou suspense suficiente, na minha opinião, para integrar a programação de um festival dito de terror. Apenas uma nota para a boa imagem e fotografia que o filme apresenta, assim como uma boa coreografia e utilização da tecnologia 3D, que neste caso cria uma maior ligação a esta 'caverna'.

Mau | Meh | Bom