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29/01/2019

DocLisboa no Museu do Oriente em Fevereiro


O Museu do Oriente associa-se ao DocLisboa e apresenta, todos os domingos de Fevereiro - dias 3, 10, 17 e 24, às 17h00, cinco filmes directamente relacionados com as grandes transformações geopolíticas da modernidade. A entrada é livre e todas as sessões serão apresentadas por programadores do Doclisboa, seguindo-se uma conversa com o público.

Em estreia nacional, “City of Jade” (Midi Z, Taiwan/Birmânia, 2016, 99’), no dia 3 de Fevereiro, centra-se na história pessoal do realizador Midi Z. Quando tinha apenas cinco anos, o seu irmão mais velho, então com 16, abandonou a família. Surgiram rumores de que haveria encontrado tesouros na mítica “Cidade do Jade”. Só o voltou a ver anos depois, afinal um homem pobre e viciado em ópio. Anos passaram, o realizador sai da escola de cinema em Taiwan, e o irmão é libertado da prisão de Mandalay. Fraco, mas ainda agarrado à esperança de encontrar uma grande pedra de jade e ficar rico do dia para a noite, decide voltar para as minas, como inúmeros outros no estado de Kachin, na fronteira da Birmânia com a China, um lugar devastado pela guerra. Midi Z seguiu-o. Este é um lugar onde heróis, aventureiros e almas desesperadas vivem, escavam, e buscam o jade, perseguidos pelos militares, doentes de malária, com o ópio como consolo na sua furiosa busca do grande tesouro.

The Great North Korean Picture Show” (James Leong e Lynn Lee, Singapura, 2012, 93’) é apresentado no dia 10 e retrata o poder da indústria cinematográfica norte-coreana, uma ferramenta crucial na maquinaria de propaganda do regime. Pela primeira vez, realizadores estrangeiros puderam entrar na única escola de cinema do país - uma instituição de elite, onde jovens talentos são treinados para criar obras, não apenas para entreter, mas para ajudar a moldar a psique de uma nação inteira, construindo assim, pelo cinema, a auto-representação de um país e de um povo.

A 17 de Fevereiro o Museu do Oriente apresenta uma dupla sessão com “Ismyrna” e “Dis-Moi”. “Ismyrna” (Joana Hadjithomas e Khalil Joreige, Líbano/França/EAU, 2016, 50’) é sobre a história de Joana Hadjithomas e da poetisa Etel Adnan, que se conheceram há 15 anos. Rapidamente se tornaram próximas, pela partilha de uma cidade onde nunca estiveram: Esmirna, na Turquia. As suas histórias pessoais, as imagens que possuem e as remetem para esse lugar de um passado seu, mas onde nunca estiveram, dão-nos o pano de fundo para as mudanças na região após a queda do Império Otomano. “Dis-Moi” (Chantal Akerman, França, 1982, 45’) é um documentário realizado no quadro de uma série de televisão sobre avós. A realizadora visita três mulheres idosas de ascendência judia e pede-lhes que lhe falem das suas avós. Sentadas nas suas salas de estar, filmadas em planos fixos, um mundo inteiro desaparecido em campos de concentração regressa à vida nas suas palavras.

No último domingo do mês, “Once I Entered a Garden” (Avi Mograbi, França/Israel/Suíça, 2012, 97’) fantasia um Velho Médio Oriente, em que as comunidades não se dividiam étnica ou religiosamente, em que nem as fronteiras metafóricas tinham lugar. Na aventura conjunta de Ali e Avi, na viagem que empreendem às próprias histórias partilhadas, o Médio Oriente de outrora - aquele em que podiam coexistir sem esforço - ressurge facilmente.

Da emigração para novos ‘El Dorado’, à construção de um país simbólico através de uma indústria de cinema, das cidades de pertença onde nunca se foi, às memórias de lugares que já não podem ser encontrados, esta programação centra-se em filmes que nascem de um duplo movimento: a transmissão de histórias, mitos e desejos, associada à territorialidade e à imaginação, através do cinema.

Programa:

3 Fevereiro

CITY OF JADE
Midi Z, Taiwan/Birmânia, 2016, 99’

10 Fevereiro

THE GREAT NORTH KOREAN PICTURE SHOW
James Leong e Lynn Lee, Singapura, 2012, 93’

17 Fevereiro

ISMYRNA
Joana Hadjithomas e Khalil Joreige, Líbano/França/EAU, 2016, 50’

DIS-MOI
Chantal Akerman, França, 1982, 45’

24 Fevereiro

ONCE I ENTERED A GARDEN
Avi Mograbi, França/Israel/Suíça, 2012, 97’

30/11/2018

"Pedro e Inês" é o filme português mais visto de 2018 (para já)


A longa-metragem "Pedro e Inês" realizada por António Ferreira, numa adaptação do romance ‘A Trança de Inês’ de Rosa Lobato de Faria, é actualmente o filme português mais visto em 2018 tendo ultrapassado a marca dos 45,5 mil espectadores.

"Pedro e Inês", que estreou nos cinemas nacionais a 18 de Outubro, é protagonizado pelos actores Diogo Amaral e Joana de Verona (na fotografia acima), e é inspirado na lenda de Pedro e Inês, narrando esta inigualável história de paixão ao longo de três épocas: na Idade Média onde tudo originalmente aconteceu, no tempo actual onde Pedro e Inês são arquitectos numa grande cidade e, num futuro distópico, onde as pessoas fogem das cidades para o campo para sobreviver. Pedro e Inês sempre se encontram e se apaixonam perdidamente, ao longo dos tempos, imortalizando a mais gloriosa história de amor portuguesa.

O filme foi rodado no verão de 2017 em quatro concelhos do distrito de Coimbra (Cantanhede, Montemor-o-Velho, Lousã e Coimbra). No elenco figuram ainda nomes como Vera Kolodzig, Cristóvão Campos, Custódia Gallego, Miguel Borges, João Lagarto e Miguel Monteiro. O filme teve a sua estreia mundial na competição do Festival de Montreal, tendo já passado pelas competições da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo, Festival do Rio e no Festival Caminhos do Cinema Português que decorreu em Novembro.

O filme já tem estreia marcada em 2019 nas salas do Brasil e França, países co-produtores. O realizador António Ferreira estreou-se em Cannes com a média-metragem "Respirar debaixo d'água" (2000). "Pedro e Inês" é a terceira longa-metragem do realizador, após ter realizado "Esquece tudo o que te disse" (2002) e "Embargo" (2010), sendo este último uma adaptação do conto homónimo de José Saramago.

28/11/2018

Parceria entre a PLOT e o IndieLisboa está de regresso em 2019


O PLOT – Professional Script Lab está de regresso para uma edição em 2019, novamente em parceria com o IndieLisboa.

O laboratório irá acontecer entre 2 e 4 de Maio, em Lisboa, e irá contribuir para que projectos de longa-metragem de ficção de todo o mundo possam aprimorar os seus atributos narrativos e estimular a voz criativa dos respectivos autores.

Os participantes do laboratório terão também a oportunidade de apresentar os projectos a um painel de agentes decisores da cena cinematográfica internacional, acompanhar o programa do festival IndieLisboa e de participar em Masterclasses exclusivas. As candidaturas estão abertas até 20 de Dezembro.

Toda a informação está disponível em: www.plotscriptlab.com/apply

29/10/2018

Quem vence a batalha nas bilheteiras? Marvel ou DC?



Vamos soltar já aqui a bomba, em forma de números que nos mostram quem, de facto, consegue atrair mais fãs de BD ao cinema, e tentaremos analisar o porquê destes mesmos números, se existem personagens e super-heróis que suscitam maior interesse ou menos, e se o marketing tem um peso forte, entre outros factores.

Top 10 das adaptações de BD com maiores rendimentos de bilheteiras no mundo (valores em biliões de dólares):

1 - Avengers: Infinity War - 2,046
2 - Marvel's The Avengers - 1,518
3 - Avengers: Age of Ultron - 1,405
4 - Black Panther - 1,346
5 - Iron Man 3 - 1,214
6 - Captain America: Civil War - 1,153
7 - The Dark Knight Rises - 1,084
8 - The Dark Knight - 1,004
9 - Spider-Man 3 - 0,890
10 - Spider-Man: Homecoming - 0,880

Ah pois é, parece que esta guerra tem sido ganha com uma valente margem ao longo dos anos pela Marvel! É também surpreendente que a DC apenas tenha 2 filmes neste Top 10, sendo ambos do mesmo franchise, e o último estreado em 2012 (The Dark Knight Rises).

Muitos pensarão, então e onde estão filmes da DC mais recentes como Batman VS Superman, Wonder Woman ou Justice League? Alguns destes títulos foram sucessos de bilheteiras, nomeadamente Wonder Woman, mas um sucesso muito focado nos EUA, e não esquecer que estamos aqui a falar de valores mundiais.

O facto de todo o Top 3 pertencer à Marvel, e mais precisamente ao franchise dos "Avengers", faz-me acreditar que, por um lado, não só os filmes com equipas de super-heróis conseguem chamar mais a atenção do público e levar mais espectadores às salas e, por outro lado, não o conseguem sem uma boa estratégia de lançamento e de 'build-up' para conseguirem atingir números de receitas brutais. E digo isto também pela falta neste Top do filme da rival DC que segue esta linha de equipas de super-heróis, Justice League (ou mesmo Suicide Squad).

Um dos motivos que penso estar por detrás destes números, é o facto de que os lançamentos dos filmes individuais dos super-heróis da Marvel terem sido realizados de forma espaçada, mesmo com mais ou menos sucesso, e aquando da chegada do primeiro Avengers ao grande ecrã, já o público estava familiarizado com a maioria das personagens, e não se sentiu que fosse um lançamento 'à pressa'.

Já no caso da Justice League, por exemplo, o filme foi lançado no mesmo ano que Wonder Woman (não havendo muito tempo/espaço entre o lançamento de ambos os filmes) e anteriormente o público ainda não tinha sequer um filme recente a solo da maioria dos membros da equipa como Cyborg, Aquaman, Flash, e nem mesmo um filme a solo do novo Batman, com Ben Affleck como protagonista. Também não ajuda nada à festa o facto de nenhum desses filmes a solo da DC estarem representados neste Top, estando somente dois filmes da saga Batman do realizador Christopher Nolan.

Claro que tudo isto não passa somente da minha opinião e teoria, sendo que existem outros factores que contribuem para estas diferenças, como o ambiente cinematográfico que foi sendo desenvolvido na Marvel (mais colorido, leve e divertido) em oposto com o da DC (mais 'dark' e sério), o que influenciará sem dúvida o público com todos os materiais promocionais que são lançados.

E daqui para a frente, como será? A Marvel irá certamente continuar a apostar nos seus títulos 'vencedores' (Avengers, Black Panther) assim como investir em novas adaptações, por forma a ver quais serão os novos heróis 'galinhas dos ovos de ouro' que podem criar. Quanto à DC, julgo que terá de rever a forma como investirá em novas adaptações, na forma como traz novos heróis da BD para o Cinema, e também como consegue gerir os seus filmes mais recentes, apostando sem dúvida nos que tiveram mais sucesso e tentar arranjar a sua própria 'fórmula de sucesso'.

24/07/2018

A sequela de ‘Mamma Mia!’ foi o filme mais visto este fim-de-semana


A comédia musical deste verão - ‘Mamma Mia! Here We Go Again’ - que estreou em IMAX e Digital 2D a 19 de Julho, foi o filme mais visto no fim-de-semana de estreia, com mais de 70 mil espectadores em território nacional e mais de 390 mil euros de receita, ocupando o primeiro lugar do ranking do ICA.

Baseado numa história de Richard Curtis (‘O Amor Acontece’, ‘Bridget Jones’, ‘Notting Hill’), a sequela que respira verão, e que trouxe para a ribalta a moda do cinema ao ar livre, estreou dez anos depois do primeiro filme, ‘Mamma Mia!’, que fez mais de 600 milhões de dólares em bilheteira em todo o mundo.

De regresso à mágica ilha grega de Kalokairi e aos seus papéis de ‘Mamma Mia!’ estão Meryl Streep (vencedora de três Óscares®) como Donna, Julie Walters como Rosie, e Christine Baranski como Tanya. Amanda Seyfried e Dominic Cooper são novamente Sophie e Sky, enquanto Pierce Brosnan, Stellan Skarsgård e Colin Firth (vencedor de um Óscar®) são as três possibilidades de pais de Sophie: Sam, Bill e Harry.

Lily James (‘Baby Driver – Alta Velocidade’) interpreta o papel da jovem Donna neste filme que avança e recua no tempo para mostrar como os relacionamentos do passado têm influência no presente. Nos papéis das jovens Rosie e Tanya surgem Alexa Davies (‘X+Y’) e Jessica Keenan Wynn (‘Beautiful’, peça da Broadway). O jovem Sam vai ser interpretado por Jeremy Irvine (‘Cavalo de Guerra’), Josh Dylan (‘Aliados’) será o jovem Bill e Hugh Skinner (‘Kill Your Friends’) o jovem Harry.

‘Mamma Mia! Here We Go Again’, com argumento e realização de Ol Parker (‘Agora Fico Bem’), é produzido por Judy Craymer e Gary Goetzman, produtores do primeiro filme.

06/07/2018

António Reis e Margarida Cordeiro em retrospectiva no Porto/Post/Doc


O Porto/Post/Doc – Film & Media Festival fará uma retrospectiva integral de António Reis e Margarida Cordeiro. O ciclo integrará a projecção de todos os filmes dos cineastas, apresentando uma versão restaurada e digitalizada de uma obra maior do cinema português: "Trás-os-Montes". A complementar a programação especial, um painel de conversas que, integrando figuras ligadas ao cinema, academia e jornalismo, revisita o trabalho dos realizadores.

A quinta edição do festival portuense dedicado ao cinema do real acontece entre 24 de Novembro e 2 de Dezembro, voltando a ocupar o Teatro Municipal do Porto – Rivoli, Cinema Passos Manuel, Cinema Trindade, Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto, Maus Hábitos e a Universidade Católica Portuguesa (Porto).

Simultaneamente poética e política, realista e lírica, etnográfica e expressiva, a obra de António Reis e Margarida Cordeiro tem um lugar absolutamente singular na história do cinema português, levantando várias problemáticas como a temporalidade, a memória colectiva, a paisagem e o território. No Porto serão exibidos: Jaime (1974), Trás-os-Montes (1976), Ana (1985) e Rosa de Areia (1989), num programa que reafirma a importância do seu trabalho no contexto de um país entregue à ditadura e questiona a forma como o seu trabalho viria a influenciar aquilo que é hoje o cinema português.

Dedicado ao tema Ficções do Real, o seminário Fórum do Real incluirá ainda um painel exclusivamente dedicado à obra da dupla de cineastas, "Rever Reis e Cordeiro". Nesta edição, o fórum propõe um debate em torno dos cruzamentos entre os registos da ficção e do documental.

Paralelamente, o Porto/Post/Doc promove também um workshop orientado pela investigadora e realizadora britânica Laura Mulvey. Com inscrições até ao final do mês de Setembro, o workshop teórico, com duração de três dias (27, 28 e 29 de Novembro), terá como foco principal as questões de género no cinema, estudadas por Mulvey há já vários anos.

Imagem do filme "Trás-os-Montes"

05/07/2018

O cinema português em metade de 2018...

Imagem do filme "Bad Investigate"

Na primeira metade do ano de 2018 o filme português mais visto foi "Bad Investigate", estreado em Janeiro, e que acumulou mais de 45 mil espectadores, totalizando uma receita bruta de cerca de 241 mil euros.

Mas o que nos diz este número? Em comparação com todos os filmes estreados em Portugal no mesmo período, "Bad Investigate" entra no ranking em 39º lugar. No lugar temos o filme "As Cinquenta Sombras Livre", com mais de 430 mil espectadores e cerca de 2,3 milhões de euros em receitas.

Podemos logo verificar que a diferença a nível de interesse e receitas entre filmes nacionais e estrangeiros continua a ser abismal. O cenário fica ainda mais surpreendente quando verificamos que ao somarmos o número total de espectadores que assistiram aos 15 filmes portugueses mais vistos na primeira metade deste ano, são cerca de 105 mil pessoas. Em comparação, o 20º filme mais visto em Portugal nestes mesmos termos foi "Han Solo: Uma História de Star Wars", que sozinho levou cerca de 109 mil espectadores às salas nacionais.

As diferenças são claras, e mesmo com um investimento maior na divulgação e aposta no cinema português, é óbvio que o paradigma existe e está muito presente ainda. Quais serão as soluções, ou hipóteses, por forma a que os portugueses se interessem mais pelo cinema nacional?

Aqui fica o Top 5 dos filmes portugueses mais vistos desde Janeiro a Junho de 2018, em Portugal, com o número total de espectadores em destaque:
  1. Bad Investigate - 45.422
  2. Soldado Milhões - 24.306
  3. Ruth - 6.596
  4. O Capitão - 5.254
  5. Cabaret Maxime - 5.180
(todos estes dados foram retirados do ICA - Instituto do Cinema e do Audioviusal, datados de dia 1 de Janeiro até 4 de Julho de 2018)

27/06/2018

Programa Completo da 26ª Edição do Curtas Vila do Conde


A organização do Curtas Vila do Conde – Festival Internacional de Cinema já revelou o programa completo para a 26ª Edição, a decorrer entre 14 e 22 de Julho de 2018. A selecção aguardada da Competição Nacional inclui os últimos filmes de cineastas reconhecidos como Ivo M. Ferreira, João Viana ou Rodrigo Areias, mas também de estreantes como David Pinheiro Vicente ou Ana Moreira. No total, o festival apresenta 90 sessões de cinema e mais de 200 filmes, provenientes de mais de 40 países.

A Competição Nacional volta a ser o centro do Curtas Vila do Conde, reunindo o melhor do cinema português produzido em 2017 e 2018, em matéria de curtas-metragens, com filmes assinados quer por cineastas internacionalmente reconhecidos, quer por jovens promessas que se têm vindo a afirmar no campo da realização cinematográfica. A selecção oficial inclui, no total, 17 filmes:

“3 Anos Depois”, de Marco Amaral
“À Tona”, de Filipe Abranches
“Agouro”, de David Doutel e Vasco Sá
“Água Forte”, de Mónica Baptista
“Anteu”, de João Vladimiro
“Aquaparque”, de Ana Moreira
“Declive”, de Eduardo Brito
“Entre Sombras”, de Alice Eça Guimarães e Mónica Santos
“Equinócio”, de Ivo M. Ferreira
“Madness”, de João Viana
“Nevoeiro”, de Daniel Veloso
“Onde o Verão Vai (Episódios da Juventude)", de David Pinheiro Vicente
“Pas de Confettis”, de Bruno Ferreira
“Pixel Frio”, de Rodrigo Areias
“Placenta”, de Paulo Lima
“Sara F.”, de Miguel Fonseca
“Sheila”, de Gonçalo Loureiro

Imagem de "Aquaparque"

A Competição Internacional é a janela do Curtas Vila do Conde para o mundo, numa seleção heterogénea a todos os níveis: formal, temática e de género cinematográfico. Trinta e uma curtas-metragens, entre as quais constam as últimas obras de cineastas premiados tanto no próprio festival, como internacionalmente, como Ben Rivers e Ben Russell, Bertrand Mandico, Helena Girón, Samuel M. Delgado e João Paulo Miranda Maria. Num programa mais arrojado e atento à evolução do cinema, a Competição Experimental reúne 17 filmes em que se destacam os realizadores Matthias Müller, Morgan Fisher, Manuel Knapp e Makino Takashi. A Competição de Vídeos Musicais, integrada na secção Stereo e dedicada a celebrar a relação entre música e cinema, apresenta uma sessão com o melhor do género a nível nacional. Por fim, a Competição Take One!, este ano alargada a mais seis países europeus, além de Portugal, dedica-se à descoberta daquilo que melhor se faz nas escolas de cinema.

Mini-festival dentro do festival, o Curtinhas apresenta também uma secção competitiva, dividida em três faixas etárias (M/3, M/6 e M/10), além de vários workshops e outras actividades didáticas dedicadas aos mais pequenos. O filme "The Incredibles 2: Os Super-Heróis" abre a secção logo no primeiro dia do festival, a 14 de Julho, numa sessão para toda a família.

Imagem de "Agouro"

Paralelamente ao festival, a Solar Galeria de Arte Cinemática apresenta a exposição New Spain, comissariada por José Manuel Lopez, curador espanhol, e Nuno Rodrigues, co-director do festival e coordenador da galeria, que inaugura no primeiro dia do festival. Sete artistas/cineastas espanhóis – Carla Andrade, Inés García, Laida Lertxundi, Lois Patiño, Natalia Marín, Helena Girón e Samuel M. Delgado – apresentarão instalações site-specific, aliando diversos meios como o filme, o vídeo, a fotografia e o som, e desafiando as fronteiras entre o cinema e as artes plásticas. A exposição integra ainda três sessões de cinema, incluídas no festival, uma das quais com curadoria de Maria Palácios Cruz e outras duas programadas por Gonzalo de Pedro Amatria (Festival de Locarno).

O festival apresenta ainda uma sessão especial intitulada Produções Curtas que integra os filmes “Rio Entre As Montanhas”, de José Magro, produzido no âmbito do 72 Hour Film Project, do festival Hancheng Jinzhen; “Circo do Amor”, de Miguel Clara Vasconcelos, filme produzido com apoio do ICA – Instituto do Cinema e Audiovisual para curtas-metragens de ficção, e “Náufragos”, de Pedro Neves, produzido no âmbito dos workshops da Animar 13. Todos muito recentes e os dois últimos com rodagem no concelho de Vila do Conde.

Imagem de "Diamantino"

Diamantino”, de Daniel Schmidt e Gabriel Abrantes, premiado recentemente em Cannes, marca o arranque do Curtas e da secção Da Curta à Longa, que inclui também os filmes “Le Monde est à toi”, de Romain Gavras, “The Green Fog”, de Guy Maddin, Evan Johnson e Galen Johnson, e ainda “Un couteau dans le coeur”, de Yann Gonzalez. A convite do Curtas, o realizador francês apresentará ainda uma carte blanche intitulada Midnight Madness Avant-Garde que promete ser a sessão mais estimulante e assustadora desta edição do festival, com um conjunto de obras de cinema de vanguarda, a maioria em película de 16mm.

Em 2018, o Curtas Vila do Conde — Festival Internacional do Cinema recebeu mais de 3000 inscrições, entre as quais cerca de 2.300 para a Competição Internacional e mais de uma centena para a Competição Nacional. Um trabalho de selecção muito criterioso levou aos conjuntos de filmes que dão corpo às diferentes secções competitivas, mostrando o que de melhor se produziu em curta-metragem entre 2017 e 2018, um pouco por todo o mundo.

O 26º Curtas Vila do Conde, que decorre entre 14 e 22 de Julho, tem o apoio do programa MEDIA/Europa Criativa, da Câmara Municipal de Vila do Conde, do Ministério da Cultura, do ICA - Instituto do Cinema e Audiovisual, e de vários parceiros imprescindíveis à realização do festival.

24/06/2018

Museu da Farmácia apresenta filmes premiados no IndieLisboa 2018


O Museu da Farmácia apresenta, em Lisboa e no Porto, alguns dos filmes premiados no IndieLisboa 2018, para além de uma programação dedicada a crianças e famílias (IndieJúnior).

No dia 29 de Junho, em Lisboa, e 13 de Julho, no Porto, vão ser apresentados os filmes “Baronesa” e “O Processo”.

Baronesa”, obra de estreia de Juliana Antunes, foi a longa metragem vencedora do Grande Prémio e Prémio Especial do Júri da Competição Internacional. O documentário oferece um olhar sobre a favela, do ponto de vista feminino. Trata-se de um filme de mulheres, sobre mulheres que vivem em bairros com nome de mulher (Leidiane e Andreia vivem em “Juliana”, mas a última quer mudar-se para a “Baronesa”).

O Processo”, de Maria Augusta Ramos, foi a longa metragem vencedora do Prémio Silvestre e Prémio do Público. Trata-se de um documentário sobre a destituição da presidente Dilma Rousseff, que coloca a nu os meandros da judicialização da política. De referir que a realizadora Maria Augusta Ramos acompanhou a equipa de defesa da ex-presidente durante meses.

No dia 30 de Junho, em Lisboa, e 14 de Julho, no Porto, tem lugar a programação vocacionada para crianças e famílias. No âmbito do IndieJúnior são apresentadas diversas curtas metragens, em três momentos: Histórias do Dia e da Noite (+3 anos), Ilhas e Outras Geografias (+6 anos) e Quotidiano Animalário (Sessão Famílias).

Programa:

Museu da Farmácia Lisboa (Rua Marechal Saldanha, 1)
IndieLisboa - 29/06 (6ª feira) - Baronesa (19h00) e O Processo (21h00)
IndieJúnior - 30/06 (sábado) - Programa +3 anos (11h00); Programa +6 anos (15h00); Programa famílias (17h00)

Museu da Farmácia Porto (Rua Eng. Ferreira Dias, 728)
IndieLisboa - 13/07 (6ª feira) - Baronesa (19h00) e O Processo (21h00)
IndieJúnior - 14/07 (sábado) - Programa +3 anos (11h00); Programa +6 anos (15h00); Programa famílias (17h00)

Bilhetes:

IndieLisboa - 3 euros
IndieJúnior - entrada livre (pré-inscrição - museudafarmacia@anf.pt, sujeita ao número de lugares disponíveis na sala)

19/06/2018

"Ocean's 8" com Magia Portuguesa

Fotografia de Hélder Guimarães

Sandra Bullock, Cate Blanchett, Anne Hathaway, Mindy Kaling, Sarah Paulson, Awkwafina, Rihanna e Helena Bonham Carter são o elenco de luxo de "Ocean’s 8", que estreia esta quinta-feira, dia 21 de Junho, nos cinemas de todo o país. O português Hélder Guimarães, Campeão Mundial de Magia com Cartas e consultor em Hollywood, foi o responsável pela formação em manipulação e magia às actrizes deste filme.

Sandra Bullock é Debbie Ocean e está a planear o maior assalto da sua vida. Junta-se a Lou Miller (Cate Blanchett), o seu braço direito e recruta uma equipa de especialistas composta pela joalheira Amita (Mindy Kaling); a ilusionista de rua Constance (Awkwafina); a perita em contrabando Tammy (Sarah Paulson); a hacker Nine Ball (Rihanna); e a designer de moda Rose (Helena Bonham Carter). O objectivo é roubar um colar de 150 milhões de dólares usado pela actriz, mundialmente conhecida, Daphne Kluger (Anne Hathaway) na Met Gala, o evento anual que tem lugar no Museu Metropolitano de Nova Iorque.

O filme faz parte do franchise que já conta com três filmes: "Ocean’s Eleven", em 2001, “Ocean´s Twelve” em 2004 e "Ocean’s Thirteen" em 2007, com George Clooney, Brad Pitt e Matt Damon nos principais papéis.

No Estados Unidos da América, "Ocean’s 8" foi o filme mais visto no fim-de-semana de abertura, com mais de 41 milhões de dólares de receita bruta, ascendendo actualmente a cerca de 80 milhões de dólares.

Poster de "Ocean's 8"

11/06/2018

"Mundo Jurássico: Reino Caído" estreia em 1º lugar em Portugal


O filme "Mundo Jurássico: Reino Caído", produzido por Steven Spielberg e realizado por J.A. Bayona, foi o filme mais visto no fim-de-semana de estreia, tendo registado mais de 86 mil espectadores e 490 mil euros de receitas em Portugal.

O filme está em cartaz desde 7 de Junho, em 139 salas de cinema, e pode ser visualizado nos formatos 2D, 3D, IMAX 3D e 4DX.

Esta saga jurássica conta novamente com Chris Pratt e Bryce Dallas Howard nos principais papéis e a história passa-se três anos depois do parque temático e resort de luxo “Mundo Jurássico” ter sido destruído por dinossauros fora de controlo. A Ilha Nublar é agora um lugar abandonado pelo homem, enquanto os dinossauros lutam pela sobrevivência na selva. Quando o adormecido vulcão da ilha se torna activo, Owen (Chris Pratt) e Claire (Bryce Dallas Howard) preparam uma missão para salvar os dinossauros da extinção. No entanto, ao chegar à ilha, a expedição descobre uma conspiração que pode conduzir o planeta a um estado nunca visto desde os tempos da pré-história.

Com todas as maravilhas, aventuras e emoções que caracterizam um dos mais populares e bem-sucedidos franchises da história do cinema, este novo filme assinala o regresso dos mais marcantes personagens e dinossauros, juntamente com novas criações, mais deslumbrantes e aterradoras que nunca. Bem-vindos ao “Mundo Jurássico: Reino Caído”.

08/03/2018

“Redemoinho” vence competição do FESTin


O filme de José Luiz Villamarim sobre dois amigos que se reencontram após um acontecimento trágico na infância foi escolhido pelo Júri como o Melhor Filme do FESTin 2018, enquanto que o cineasta foi escolhido também como o Melhor Realizador.

Já o prémio do Júri da Crítica foi para “Açúcar”, de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira, com uma Menção Honrosa para “Mulher do Pai”.

O público escolheu distinguir “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, obra que estreia comercialmente em Portugal no dia 15 de Março.

Os restantes prémios para as longas-metragens de ficção couberam a Grace Passô (Melhor Actriz por “Praça Paris”, co-produção da Fado Filmes, também com estreia prevista para o circuito comercial), e  Marat Descartes (Melhor Actor por “Mulher do Pai”).

Na categoria Melhor Documentário a distinção do Júri  coube a “Saudade”, de Paulo Caldas e a curta-metragem “A Gis”, de Thiago Carvalhaes.

Segue abaixo a lista completa dos premiados da 9ª Edição do FESTin:

Categoria de Longa-metragem:

Melhor Longa-metragem:
“Redemoinho” de José Villamarim

Melhor Realizador: José Villamarim por “Redemoinho”

Melhor Actriz: Grace Passô por “Praça Paris”

Melhor Actor: Marat Descartes por “Mulher do Pai”

Melhor Filme – Júri da Crítica:
“Açúcar” de Renata Pinheiro e Sérgio Oliveira

Menção Honrosa de Longa-metragem - Júri da crítica:
“Mulher do pai” de Cristiane Oliveira

Melhor Filme – Júri Popular:
“Como nossos pais” de Laís Bodanzky

Categoria de Curta-metragem:

Melhor curta-metragem:
“A gis” de Thiago Carvalhaes

Menção Honrosa de curta-metragem:
“África na Europa” de Atcho Express e “Carga” de Luis Campos

Melhor curta-metragem – Júri Popular:
“Hospital da memória” de Pedro Paula de Andrade

Categoria Documentário:

Melhor Documentário:
“Saudade” de Paulo Caldas

Menção Honrosa de Documentário:
“Serviçais das memórias à identidade” de Nilton Medeiros

Melhor Documentário – Júri Popular:
“Serviçais das memórias à identidade” de Nilton Medeiros

Categoria Infanto-Juvenil:

Melhor Filme – Júri Popular Infantil:
“Como surgiram as estrelas” de Renato Barbieri e Adriana Meirelles

05/03/2018

Vencedores dos Óscares 2018


Fica aqui com a lista completa de todos os vencedores da 90ª Edição dos Óscares, os prémios mais importantes da indústria do cinema:

Melhor Filme
"Chama-me Pelo Teu Nome"
"A Hora Mais Negra"
"Dunkirk"
"Foge"
"Lady Bird"
"Linha Fantasma"
"The Post" 
"A Forma da Água" - VENCEDOR
"Três Cartazes à Beira da Estrada"

Melhor Realização
Christopher Nolan - "Dunkirk"
Jordan Peele - "Foge"
Greta Gerwig - "Lady Bird"
Paul Thomas Anderson - "Linha Fantasma"
Guillermo del Toro - "A Forma da Água" - VENCEDOR

Melhor Actor Principal
Timothée Chamalet – “Chama-me Pelo Teu Nome” 
Daniel Day-Lewis – “Linha Fantasma”
Daniel Kaluuya – “Foge”
Gary Oldman – “A Hora Mais Negra” - VENCEDOR
Denzel Washington – “Roman J. Israel, Esq.”

Melhor Actriz Principal
Sally Hawkins - "A Forma da Água"
Frances McDormand - "Três Cartazes à Beira da Estrada" - VENCEDORA
Meryl Streep - "The Post"
Margot Robbie - "Eu, Tonya"
Saoirse Ronan - "Lady Bird"

Melhor Actor Secundário
Willem Dafoe – “The Florida Project”  
Woody Harrelson – “Três Cartazes à Beira da Estrada”
Richard Jenkins – “A Forma da Água”
Christopher Plummer – “Todo o Dinheiro do Mundo”
Sam Rockwell - “Três Cartazes à Beira da Estrada” - VENCEDOR

Melhor Actriz Secundária
Mary J. Blige – “Mudbound - As Lamas do Mississipi”
Allison Janney – “Eu, Tonya” - VENCEDORA
Lesley Manville – “Linha Fantasma”
Laurie Metcalf – “Lady Bird”
Octavia Spencer – “A Forma da Água”

Melhor Argumento Original
Amor de Improviso
Foge - VENCEDOR
Lady Bird
A Forma da Água
Três Cartazes à Beira da Estrada

Melhor Argumento Adaptado
Chama-me Pelo Teu Nome - VENCEDOR
Um Desastre de Artista
Logan
Jogo da Alta-Rodada
Mudbound - As Lamas do Mississipi

Melhor Fotografia
Blade Runner 2049 - VENCEDOR
A Hora Mais Negra
Dunkirk
A Forma da Água
Mudbound - As Lamas do Mississipi

Melhor Montagem
Baby Driver - Alta Velocidade
Dunkirk - VENCEDOR
Eu, Tonya
A Forma da Água
Três Cartazes à Beira da Estrada

Melhor Design de Produção
A Bela e o Monstro
Blade Runner 2049
Dunkirk
A Hora Mais Negra
A Forma da Água - VENCEDOR

Melhor Guarda-Roupa
A Bela e o Monstro
A Hora Mais Negra
A Forma da Água
Vitória & Abdul
Linha Fantasma - VENCEDOR

Melhor Caracterização
A Hora Mais Negra - VENCEDOR
Vitória & Abdul
Wonder - Encantador

Melhor Banda-Sonora
Carter Burwell - Três Cartazes à Beira da Estrada
Alexandre Desplat - A Forma da Água - VENCEDOR
Johnny Greenwood - Linha Fantasma
John Williams - Star Wars: Os Últimos Jedi
Hans Zimmer - Dunkirk

Melhor Canção Original
Mighty River - Mudbond - As Lamas do Mississipi
The Mistery of Love - Chama-me Pelo Teu Nome
Remember Me - Coco - VENCEDOR
Stand Up for Something - Marshall
This is Me - O Grande Showman

Melhores Efeitos Especiais
Blade Runner 2049 - VENCEDOR
Guardiões da Galáxia Vol. 2
Kong: Ilha da Caveira
Star Wars: Os Últimos Jedi
Planeta dos Macacos: A Guerra

Melhor Edição Sonora
Baby Driver - Alta Velocidade
Blade Runner 2049
Dunkirk - VENCEDOR
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

Melhor Mistura Sonora
Baby Driver - Alta Velocidade
Blade Runner 2049
Dunkirk - VENCEDOR
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

Melhor Documentário
Abacus: Small Enough to Jail
Olhares Lugares
Icarus - VENCEDOR
Last Men in Aleppo
Strong Island

Melhor Filme de Animação
The Boss Baby
Coco - VENCEDOR
A Paixão de Van Gogh
The Breadwinner
Ferdinando

Melhor Curta de Animação
Dear Basketball - VENCEDOR
Garden Party
LOU
Negative Space
Revolting Rhymes Part One

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Uma Mulher Fantástica - VENCEDOR
The Insult
Loveless
Corpo e Alma
O Quadrado

Melhor Curta Documental
Edith + Eddie
Heaven is a trafic jam on the 405 - VENCEDOR
Heroin(e)
Knife Skills
Traffic Stop

Melhor Curta-metragem
DeKalb Elementary
The Eleven O’Clock
My Nephew Emmett
The Silent Child - VENCEDOR
Watu Wote: All Of Us

01/02/2018

9ª Edição do FESTin começa já no final de Fevereiro


O festival FESTin 2018 arranca já no final de Fevereiro com muitos projectos portugueses e uma conexão com a Berlinale.

Decorre entre 27 de Fevereiro e 6 de Março a 9ª Edição do Festival Itinerante da Língua Portuguesa (FESTin). Como habitualmente o Cinema São Jorge, de Lisboa, será o espaço de todas as actividades do festival, que este ano apresenta entre outras novidades, muitos projectos portugueses, várias obras vindas da Berlinale e uma parceria com o grupo Guiões.

A produção cultural lusófona é o eixo central da programação, que apresentará em Competição 9 longas-metragens de ficção, 9 documentários e 16 curtas. Secções dedicadas ao cinema brasileiro e uma novíssima que estende a programação aos países de línguas derivadas do latim, completam a programação cinematográfica. Ao todo, sete obras tiveram antestreia mundial ou internacional nos festivais de Sundance, Roterdão e, principalmente, Berlim.

A participação portuguesa na Competição de longas de ficção inclui quatro projectos. O produtor Fernando Vendrell foi buscar à obra de Vergílio Ferreira a inspiração para o seu novo trabalho como realizador, “Aparição”, que reúne Jaime Freitas e Vitória Guerra no elenco para narrar a história de um romance numa asfixiante Évora dos anos 50.

Vazante” é uma co-produção com a Ukbar estreada no Festival de Berlim e mergulha com o brilho da fotografia e da direcção de arte nos meandros da escravatura no Brasil – com um forte tom social impresso pela cineasta Daniela Thomas, colaborada habitual de Walter Salles.

Já “Praça Paris”, co-financiado pela Fado Filmes e com apoio do ICA, desloca-se para o universo contemporâneo e apresenta Joana de Verona a viver uma psicóloga imersa na realidade das favelas do Rio de Janeiro, com realização de Lúcia Murat. “Uma Vida Sublime”, do cineasta independente Luís Diogo, propõe um romance com elementos de “thriller”.

Conexão com os grandes festivais internacionais

Em relação ao Brasil, o FESTin deste ano logrou reunir a produção do país que fez parte do circuito dos grandes festivais internacionais em 2017. Estreado em Sundance “Não Devore o meu Coração”, de Felipe Bragança, trás uma mistura de fantasias indígenas com a situação bem real dos crimes cometidos contra eles na fronteira do Brasil com o Paraguai. Com Cauã Raymomd no elenco.

A obra também foi seleccionada para o Festival de Berlim, plataforma de lançamento de vários projectos desta edição. Pela secção Panorama passou “Como Nossos Pais”, obra escolhida para abrir o FESTin 2018. Com um forte acento feminino, trás um drama intenso e repleto de reviravoltas sobre relações familiares e distinções de género ainda culturalmente relevantes. O filme também terá distribuição em Portugal e contará com a presença da realizadora Laís Bodansky na sessão de abertura.

Já Fabio Meira viu o seu trabalho de estreia, “As Duas Irenes”, estrear na Generations no certame alemão; o filme encerra o FESTin com uma delicada história sobre amizade e expectativas adolescentes. Pela mesma secção passou “A Mulher do Pai”, onde Cristiane Oliveira narra os sonhos e desesperos típicos de uma jovem asfixiada pelos limites de uma pequena localidade no sul do Brasil.

Completam a Competição os filmes “Açúcar”, actualmente a ter estreia internacional em Roterdão, festival em andamento, e “Redemoinho”, um dos mais belos filmes a chegar às salas no Brasil em 2017.

Mostra Latim - A língua em movimento

Expandindo o âmbito da sua programação, o FESTin lança-se em torno do idioma ancestral do português, o Latim – seleccionando uma série de obras vindas de países com língua neolatina. Será o caso da Espanha, Cuba,  França, Itália e Roménia. E, pela primeira vez em Portugal, um filme que representa o Vaticano: "O Menor Exército do Mundo" foi o vencedor do Festival de Veneza para Melhor Documentário.

Sotaques da lusofonia

Fazendo eco da sua vocação primária de único representante da produção cinematográfica de países com ligações a Portugal, o FESTin apresenta na Competição de Documentários e na sessão especial Sotaques, obras de Angola, Cabo Verde, Moçambique, Timor-Leste, Guiné-Bissau, Guiné-Equatorial – com destaque para “Serviçais – Das Memórias à Identidade”, em Competição, onde Nilton Medeiros apresenta um duro retrato de um sistema de trabalhos forçados há muito desaparecido, mas que ainda hoje tem ramificações no mundo do trabalho em São Tomé e Príncipe.

A parceria Guiões

Uma das grandes novidades do FESTin deste ano é a parceria com a 4ª Edição do “Guiões – Festival de Roteiros de Língua Portuguesa”, que irá decorrer no âmbito do festival entre os dias 2, 3 e 4 de Março. O evento promove um encontro entre guionistas/roteiristas da indústria cinematográfica de Língua Portuguesa e serve como plataforma de escrita e promoções de pitchings, sessões de filmes, debates com representantes da indústria, workshops, masterclasses e premiação de autores vencedores.

Parceria com o Lusophone Film Festival

Dentro do carácter itinerante do FESTin a parceria com o Lusophone Film Fest leva a diversidade da produção em língua portuguesa a vários lugares do mundo – incluindo sessões em Nairóbi (Quénia), Zanzibar (Tanzânia), Bangkok (Tailândia), Sydney (Austrália), Phnom Penh (Camboja) e Macau (China).

23/01/2018

E os nomeados aos Óscares são...


A 90ª Edição dos Óscares está quase a chegar, e hoje foi o dia da revelação dos grandes nomeados a esta que é considerada a maior celebração mundial do cinema.

Fiquem aqui com a lista completa de todos os nomeados em todas as categorias:

Melhor Filme
"Chama-me Pelo Teu Nome"
"A Hora Mais Negra"
"Dunkirk"
"Foge"
"Lady Bird"
"Linha Fantasma"
"The Post" 
"A Forma da Água" 
"Três Cartazes à Beira da Estrada"

Melhor Realização
Christopher Nolan - "Dunkirk"
Jordan Peele - "Foge"
Greta Gerwig - "Lady Bird"
Paul Thomas Anderson - "Linha Fantasma"
Guillermo del Toro - "A Forma da Água"

Melhor Actor Principal
Timothée Chamalet – “Chama-me Pelo Teu Nome” 
Daniel Day-Lewis – “Linha Fantasma”
Daniel Kaluuya – “Foge”
Gary Oldman – “A Hora Mais Negra”
Denzel Washington – “Roman J. Israel, Esq.”

Melhor Actriz Principal
Sally Hawkins - "A Forma da Água"
Frances McDormand - "Três Cartazes à Beira da Estrada"
Meryl Streep - "The Post"
Margot Robbie - "Eu, Tonya"
Saoirse Ronan - "Lady Bird"

Melhor Actor Secundário
Willem Dafoe – “The Florida Project”  
Woody Harrelson – “Três Cartazes à Beira da Estrada”
Richard Jenkins – “A Forma da Água”
Christopher Plummer – “Todo o Dinheiro do Mundo”
Sam Rockwell - “Três Cartazes à Beira da Estrada”

Melhor Actriz Secundária
Mary J. Blige – “Mudbound - As Lamas do Mississipi”
Allison Janney – “Eu, Tonya”
Lesley Manville – “Linha Fantasma”
Laurie Metcalf – “Lady Bird”
Octavia Spencer – “A Forma da Água”

Melhor Argumento Original
Amor de Improviso
Foge
Lady Bird
A Forma da Água
Três Cartazes à Beira da Estrada

Melhor Argumento Adaptado
Chama-me Pelo Teu Nome
Um Desastre de Artista
Logan
Jogo da Alta-Rodada
Mudbound - As Lamas do Mississipi

Melhor Fotografia
Blade Runner 2049
A Hora Mais Negra
Dunkirk
A Forma da Água
Mudbound - As Lamas do Mississipi

Melhor Montagem
Baby Driver - Alta Velocidade
Dunkirk 
Eu, Tonya
A Forma da Água
Três Cartazes à Beira da Estrada

Melhor Design de Produção
A Bela e o Monstro
Blade Runner 2049
Dunkirk
A Hora Mais Negra
A Forma da Água

Melhor Guarda-Roupa
A Bela e o Monstro
A Hora Mais Negra
A Forma da Água
Vitória & Abdul
Linha Fantasma

Melhor Caracterização
A Hora Mais Negra
Vitória & Abdul
Wonder - Encantador

Melhor Banda-Sonora
Carter Burwell - Três Cartazes à Beira da Estrada
Alexandre Desplat - A Forma da Água
Johnny Greenwood - Linha Fantasma
John Williams - Star Wars: Os Últimos Jedi
Hans Zimmer - Dunkirk

Melhor Canção Original
Mighty River - Mudbond - As Lamas do Mississipi
The Mistery of Love - Chama-me Pelo Teu Nome
Remember Me - Coco
Stand Up for Something - Marshall
This is Me - O Grande Showman

Melhores Efeitos Especiais
Blade Runner 2049
Guardiões da Galáxia Vol. 2
Kong: Ilha da Caveira
Star Wars: Os Últimos Jedi
Planeta dos Macacos: A Guerra

Melhor Edição Sonora
Baby Driver - Alta Velocidade
Blade Runner 2049
Dunkirk
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

Melhor Mistura Sonora
Baby Driver - Alta Velocidade
Blade Runner 2049
Dunkirk
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

Melhor Documentário
Abacus: Small Enough to Jail
Olhares Lugares
Icarus
Last Men in Aleppo
Strong Island

Melhor Filme de Animação
The Boss Baby
Coco
A Paixão de Van Gogh
The Breadwinner
Ferdinando

Melhor Curta de Animação
Dear Basketball
Garden Party
LOU
Negative Space
Revolting Rhymes Part One

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Uma Mulher Fantástica
The Insult
Loveless
Corpo e Alma
O Quadrado

Melhor Curta Documental
Edith + Eddie
Heaven is a trafic jam on the 405
Heroin(e)
Knife Skills
Traffic Stop

Melhor Curta-metragem
DeKalb Elementary
The Eleven O’Clock
My Nephew Emmett
The Silent Child
Watu Wote: All Of Us

22/01/2018

Vencedores dos Prémios SAG

Alguns vencedores dos prémios SAG

Ontem à noite decorreram os prémios SAG, onde é o Sindicato de Actores de Hollywood que homenageia os filmes e séries, e é um dos importantes prémios antes dos Óscares.

Fiquem aqui com a lista completa de todos os vencedores:

CINEMA

Melhor Actor

Timothée Chalamet, “Chama-me Pelo Teu Nome”

James Franco, “Um Desastre de Artista”

Daniel Kaluuya, “Foge”

Gary Oldman, “A Hora Mais Negra” - VENCEDOR

Denzel Washington, “Roman J. Israel, Esq.”

Melhor Actriz

Judi Dench, “Victoria & Abdul”

Sally Hawkins, “A Forma da Água”

Frances McDormand, “Três Cartazes à Beira da Estrada” - VENCEDORA

Margot Robbie, “Eu, Tonya”

Saoirse Ronan, “Lady Bird”

Melhor Actor Secundário

Steve Carell, “Battle of the Sexes”

Willem Dafoe, “The Florida Project”

Woody Harrelson,“Três Cartazes à Beira da Estrada”

Richard Jenkins, “A Forma da Água”

Sam Rockwell, “Três Cartazes à Beira da Estrada” - VENCEDOR

Melhor Actriz Secundária

Mary J. Blige, “Mudbound — As Lamas do Mississipi”

Hong Chau, “Downsizing”

Holly Hunter, “Amor de Improviso”

Allison Janney, “Eu, Tonya” - VENCEDORA

Laurie Metcalf, “Lady Bird”

Melhor Elenco

“Amor de Improviso”

“Foge”

“Lady Bird”

“Mudbound — As Lamas do Mississipi”

“Três Cartazes à Beira da Estrada” - VENCEDOR

Melhor Elenco de Duplos

“Baby Driver”

“Dunkirk”

“Logan”

“Planeta dos Macacos: A Guerra”

“Mulher-Maravilha” - VENCEDOR


TELEVISÃO


Melhor Actor de Drama

Jason Bateman, “Ozark”

Sterling K. Brown, “This Is Us” - VENCEDOR

Peter Dinklage, “A Guerra dos Tronos”

David Harbour, “Stranger Things”

Bob Odenkirk, “Better Call Saul”

Melhor Actriz de Drama

Millie Bobby Brown, “Stranger Things”

Claire Foy, “The Crown” - VENCEDORA

Laura Linney, “Ozark”

Elisabeth Moss, “The Handmaid’s Tale”

Robin Wright, “House of Cards”

Melhor Actor de Comédia

Anthony Anderson, “Black-ish”

Aziz Ansari, “Master of None”

Larry David, “Curb Your Enthusiasm”

Sean Hayes, “Will & Grace”

William H. Macy, “Shameless” - VENCEDOR

Marc Maron, “GLOW”

Melhor Actriz de Comédia

Uzo Aduba, “Orange is the New Black”

Alison Brie, “GLOW”

Jane Fonda, “Grace and Frankie”

Julia Louis-Dreyfus, “Veep” - VENCEDORA

Lily Tomlin, “Grace and Frankie”

Melhor Actor de Minissérie ou Telefilme

Benedict Cumberbatch, “Sherlock”

Jeff Daniels, “Godless”

Robert De Niro, “The Wizard of Lies”

Geoffrey Rush, “Genius”

Alexander Skarsgard, “Big Little Lies” - VENCEDOR

Melhor Actriz de Minissérie ou Telefilme

Laura Dern, “Big Little Lies”

Nicole Kidman, “Big Little Lies” - VENCEDORA

Jessica Lange, “Feud: Bette & Joan”

Susan Sarandon, “Feud: Bette & Joan”

Reese Witherspoon, “Big Little Lies”

Melhor Elenco de Drama

“The Crown”

“A Guerra dos Tronos”

“The Handmaid’s Tale”

“Stranger Things”

“This Is Us” - VENCEDOR

Melhor Elenco de Comédia

“Black-ish”

“Curb Your Enthusiasm”

“GLOW”

“Orange is the New Black”

“Veep” - VENCEDOR

Melhor Elenco de Duplos

“Game of Thrones” - VENCEDOR

“GLOW”

“Homeland”

“Stranger Things”

“The Walking Dead”