29/10/2018

Quem vence a batalha nas bilheteiras? Marvel ou DC?



Vamos soltar já aqui a bomba, em forma de números que nos mostram quem, de facto, consegue atrair mais fãs de BD ao cinema, e tentaremos analisar o porquê destes mesmos números, se existem personagens e super-heróis que suscitam maior interesse ou menos, e se o marketing tem um peso forte, entre outros factores.

Top 10 das adaptações de BD com maiores rendimentos de bilheteiras no mundo (valores em biliões de dólares):

1 - Avengers: Infinity War - 2,046
2 - Marvel's The Avengers - 1,518
3 - Avengers: Age of Ultron - 1,405
4 - Black Panther - 1,346
5 - Iron Man 3 - 1,214
6 - Captain America: Civil War - 1,153
7 - The Dark Knight Rises - 1,084
8 - The Dark Knight - 1,004
9 - Spider-Man 3 - 0,890
10 - Spider-Man: Homecoming - 0,880

Ah pois é, parece que esta guerra tem sido ganha com uma valente margem ao longo dos anos pela Marvel! É também surpreendente que a DC apenas tenha 2 filmes neste Top 10, sendo ambos do mesmo franchise, e o último estreado em 2012 (The Dark Knight Rises).

Muitos pensarão, então e onde estão filmes da DC mais recentes como Batman VS Superman, Wonder Woman ou Justice League? Alguns destes títulos foram sucessos de bilheteiras, nomeadamente Wonder Woman, mas um sucesso muito focado nos EUA, e não esquecer que estamos aqui a falar de valores mundiais.

O facto de todo o Top 3 pertencer à Marvel, e mais precisamente ao franchise dos "Avengers", faz-me acreditar que, por um lado, não só os filmes com equipas de super-heróis conseguem chamar mais a atenção do público e levar mais espectadores às salas e, por outro lado, não o conseguem sem uma boa estratégia de lançamento e de 'build-up' para conseguirem atingir números de receitas brutais. E digo isto também pela falta neste Top do filme da rival DC que segue esta linha de equipas de super-heróis, Justice League (ou mesmo Suicide Squad).

Um dos motivos que penso estar por detrás destes números, é o facto de que os lançamentos dos filmes individuais dos super-heróis da Marvel terem sido realizados de forma espaçada, mesmo com mais ou menos sucesso, e aquando da chegada do primeiro Avengers ao grande ecrã, já o público estava familiarizado com a maioria das personagens, e não se sentiu que fosse um lançamento 'à pressa'.

Já no caso da Justice League, por exemplo, o filme foi lançado no mesmo ano que Wonder Woman (não havendo muito tempo/espaço entre o lançamento de ambos os filmes) e anteriormente o público ainda não tinha sequer um filme recente a solo da maioria dos membros da equipa como Cyborg, Aquaman, Flash, e nem mesmo um filme a solo do novo Batman, com Ben Affleck como protagonista. Também não ajuda nada à festa o facto de nenhum desses filmes a solo da DC estarem representados neste Top, estando somente dois filmes da saga Batman do realizador Christopher Nolan.

Claro que tudo isto não passa somente da minha opinião e teoria, sendo que existem outros factores que contribuem para estas diferenças, como o ambiente cinematográfico que foi sendo desenvolvido na Marvel (mais colorido, leve e divertido) em oposto com o da DC (mais 'dark' e sério), o que influenciará sem dúvida o público com todos os materiais promocionais que são lançados.

E daqui para a frente, como será? A Marvel irá certamente continuar a apostar nos seus títulos 'vencedores' (Avengers, Black Panther) assim como investir em novas adaptações, por forma a ver quais serão os novos heróis 'galinhas dos ovos de ouro' que podem criar. Quanto à DC, julgo que terá de rever a forma como investirá em novas adaptações, na forma como traz novos heróis da BD para o Cinema, e também como consegue gerir os seus filmes mais recentes, apostando sem dúvida nos que tiveram mais sucesso e tentar arranjar a sua própria 'fórmula de sucesso'.

16/10/2018

Assim nasce uma boa adaptação

Crítica: Assim Nasce Uma Estrela

2018



Para os mais desprevenidos fica desde já a nota: este não é o primeiro filme a dar luz a 'estrelas', e suspeito que não será também o último. "Assim Nasce Uma Estrela" relata uma história que já foi anteriormente adaptada ao grande ecrã, mas que continua a ser readaptada e recontada, atravessando gerações e sempre com um toque diferente ou novo, mantendo sempre um impacto cultural, e isso é de louvar. Esta é uma boa forma de se distinguir as histórias realmente humanas (e que nos marcam) daquelas que caem no esquecimento com o passar dos anos.

Num misto de musical, romance e drama, conseguimos aqui assistir à ascensão de uma estrela que começa a brilhar, e a queda de uma estrela que já teve o seu tempo para brilhar. Talvez seja essa diferença entre as duas personagens principais desta história que continua a ser um elo de ligação forte ao público das mais diversas origens e idades.

Bradley Cooper e Lady Gaga em "Assim Nasce Uma Estrela"

Os elementos principais desta adaptação estão bem conjugados e cada um consegue dar ao filme aquilo que ele precisa, desde o elenco, com maior destaque claro para Bradley Cooper e Lady Gaga, passando pela música em si, as sequências musicais, a fotografia, até ao movimento das câmeras e dos planos apresentados.

Claro que existem aqui partes que 'gritam' a palavra cliché, mas isso já seria de esperar, e também não haveria muita forma de contornar isso. Mas o facto de que cada elemento, que contribuiu para este filme, ter feito um bom trabalho, faz com que o espectador consiga ultrapassar essas falhas e ter uma experiência positiva.

Mau | Meh | Bom

11/10/2018

A Outra e os Outros, e as Outras...

Crítica: A Outra...

2018



Em qualquer comédia romântica tem de existir pelo menos um casal, um drama importante entre eles, e também um reencontro emocionante. Sem isto não é possível este género existir, e este filme é "outra" prova viva que este género continua a existir, com todos os clichés a que nos habituámos, e ainda mais.

Aqui o foco não está apenas num único casal mas, admirem-se, em dois casais que se encontram em situações semelhantes (ou será que não?), contudo as situações cómicas que se geram através deste argumento conseguem compensar no final, e muito se deve à forma como a história é contada, entre sonhos e avanços no tempo, que por vezes nem nos damos conta e isso consegue surpreender de forma positiva o público.

Imagem do filme "A Outra..."

A actuação de todo o elenco (praticamente apenas quatro actores), é boa e eficaz nos momentos chave do filme, contudo todo o esforço aqui apresentado não consegue mesmo assim evitar cair em diversos clichés cinematográficos, e especificamente deste género. Contudo é sempre positivo haver um filme hoje em dia que tenta fugir a algumas regras já banalizadas, e que consegue ainda, sem ser de forma forçada, arrancar gargalhadas e fazer-nos sorrir.

Mau | Meh | Bom

'Johnny English Volta a Atacar' nas bilheteiras


Rowan Atkinson, que está de volta ao papel de agente secreto acidental mais “famoso” do mundo em ‘Johnny English Volta a Atacar’, já levou mais de 88 mil espectadores aos cinemas nacionais deste a estreia a 4 de Outubro.

A terceira aventura da saga cómica “Johnny English”, realizada por David Kerre, começa quando um ataque cibernético revela a identidade de todos os agentes secretos britânicos no ativo, deixando Johnny English (Rowan Atkinson) como   a última   esperança   dos   serviços   secretos. Johnny English, com algumas capacidades e métodos analógicos, tem que superar os desafios da tecnologia moderna para ter sucesso nesta missão.

Ben Miller (‘Paddington 2’), Olga Kurylenko (‘007: Quantum of Solace’), Emma Thompson (‘O Bebé de Bridget Jones’) e Jake Lacy (‘Miss Sloane – Uma Mulher de Armas’) também fazem parte deste elenco.

05/09/2018

Desconstruir o mau do bom racismo?

Crítica: BlacKkKlansman - O Infiltrado

2018



O que raio interessa a cor da pele, as crenças de cada um, os gostos e estilos que cada pessoa tem, para o bem da humanidade e para a evolução do ser humano? Racionalmente... nada, mesmo nada de nada. No entanto na prática é tudo muito diferente, e a realidade é muito mais negra e triste do que aquilo em que por vezes queremos acreditar, e este filme, "BlacKkKlansman", mostra-nos isso de uma forma muito justa e clara. Tão forte e 'in your face', que nos faz rir e emocionar sobre o mesmo tema, e por vezes acharmos que uma situação é ridícula, no entanto situações como as que vimos  aqui existem na nossa sociedade, e mais vezes do que pensamos.

O realizador Spike Lee consegue criar uma obra que não pretende mostrar uma balança desequilibrada no que toca ao tema do racismo e outros, e mostra ao público os dois lados da moeda, os dois pesos de forma equilibrada e justa, deixando que seja o espectador a julgar por si mesmo e a não ser empurrado para uma opinião já pré-concebida ou criada. Isto é algo muito arriscado de se fazer num filme, no entanto foi conseguido aqui, e por isso Spike Lee está de parabéns.

Imagem de "BlacKkKlansman - O Infiltrado"

Por muito que se julgue que se pertence ao 'lado bom' da balança, se nesse 'lado' existirem sentimentos de ódio contra outras pessoas, então é porque esse 'lado bom' não é com certeza o melhor, mas essa discussão envolve muitos outros factores e situações específicas, sendo que este filme deixa-nos a pensar nisso no mínimo.

Gostaria de deixar aqui um destaque para a prestação do actor Adam Driver, que num papel que não parece ser muito exigente, consegue criar uma actuação forte e certeira para a sua personagem. Este é sem dúvida um filme forte e que nos dá um 'soco no estômago', mas que aconselho vivamente a todos, e que sirva não só para entreter como também para sensibilizar as pessoas de um modo geral. É um dos filmes do ano e um dos melhores de Spike Lee.

Mau | Meh | Bom

24/07/2018

A sequela de ‘Mamma Mia!’ foi o filme mais visto este fim-de-semana


A comédia musical deste verão - ‘Mamma Mia! Here We Go Again’ - que estreou em IMAX e Digital 2D a 19 de Julho, foi o filme mais visto no fim-de-semana de estreia, com mais de 70 mil espectadores em território nacional e mais de 390 mil euros de receita, ocupando o primeiro lugar do ranking do ICA.

Baseado numa história de Richard Curtis (‘O Amor Acontece’, ‘Bridget Jones’, ‘Notting Hill’), a sequela que respira verão, e que trouxe para a ribalta a moda do cinema ao ar livre, estreou dez anos depois do primeiro filme, ‘Mamma Mia!’, que fez mais de 600 milhões de dólares em bilheteira em todo o mundo.

De regresso à mágica ilha grega de Kalokairi e aos seus papéis de ‘Mamma Mia!’ estão Meryl Streep (vencedora de três Óscares®) como Donna, Julie Walters como Rosie, e Christine Baranski como Tanya. Amanda Seyfried e Dominic Cooper são novamente Sophie e Sky, enquanto Pierce Brosnan, Stellan Skarsgård e Colin Firth (vencedor de um Óscar®) são as três possibilidades de pais de Sophie: Sam, Bill e Harry.

Lily James (‘Baby Driver – Alta Velocidade’) interpreta o papel da jovem Donna neste filme que avança e recua no tempo para mostrar como os relacionamentos do passado têm influência no presente. Nos papéis das jovens Rosie e Tanya surgem Alexa Davies (‘X+Y’) e Jessica Keenan Wynn (‘Beautiful’, peça da Broadway). O jovem Sam vai ser interpretado por Jeremy Irvine (‘Cavalo de Guerra’), Josh Dylan (‘Aliados’) será o jovem Bill e Hugh Skinner (‘Kill Your Friends’) o jovem Harry.

‘Mamma Mia! Here We Go Again’, com argumento e realização de Ol Parker (‘Agora Fico Bem’), é produzido por Judy Craymer e Gary Goetzman, produtores do primeiro filme.

12/07/2018

E os nomeados previstos para os Óscares de 2019 são...

Bom, parece que ainda não foram revelados os nomeados para a próxima edição dos Óscares, como seria de esperar. Contudo, metade do ano de 2018 já passou, o que significa que falta menos do que seis meses para que os próximos filmes com potencial para serem nomeados aos Óscares possam ainda estrear nos E.U.A., e já existem alguns favoritos, pois claro.

Começam-se a conhecer os filmes que os estúdios pretendem apostar mais aquando da chegada das primeiras cerimónias de prémios, que servem de antevisão aos Óscares, como por exemplo os Globos de Ouro.

Vamos então conhecer aqui um pouco sobre os potenciais nomeados, por ordem alfabética:

A Star Is Born


Este filme é um remake de uma história que já teve várias versões ao longo dos anos, e conseguiu sempre ligar-se ao público da sua geração e aos Óscares, por isso suspeita-se que esta versão não terá um rumo diferente. Para além deste background, esta versão reúne Bradley Cooper e Lady Gaga nos principais papéis, e é praticamente o único filme musical desta temporada, o que também ajudará a garantir o seu lugar entre os nomeados.

Backseat


Com base na vida de Dick Cheney, este "Backseat" tem ao leme o realizador de "The Big Short" e um elenco de luxo, recheado de actores anteriormente nomeados ou mesmo oscarizados, como Amy Adams, Steve Carell, Christian Bale e Sam Rockwell. Este é daqueles filmes que se prepara para múltiplas nomeações, e que irá contar com uma campanha forte por parte dos seus produtores.

Beautiful Boy


Quase todos os anos existe um filme com tanto drama que é capaz de fazer chorar as pedras da calçada, e que atinge sempre os corações dos membros da Academia. Este ano esse título poderá ser este "Beautiful Boy", um drama forte sobre uma família que está a recuperar do vício de drogas, e que conta com Steve Carell e Timothée Chalamet nos principais papéis.

Boy Erased


Se "Call Me by Your Name" foi o filme de eleição do ano passado como o filme dramático com maior exposição sobre temas como a homossexualidade, então este ano esse lugar vai para "Boy Erased". Aqui, a história centra-se num rapaz com pais católicos (em que o pai é padre inclusivamente), que se assume como homossexual e é obrigado a participar num programa religioso de conversão/terapia gay. Como se isto não bastasse, o elenco é composto por Lucas Hedges, Joel Edgerton, Russell Crowe e Nicole Kidman.

First Man


Pode-se dizer que este é um dos filmes mais esperados pelos americanos desde que o homem foi à lua, não seja este mesmo um filme biográfico sobre a vida do astronauta Neil Armstrong, com Ryan Gosling no principal papel, e realizado por Damien Chazelle (La La Land). Aqui iremos ter uma abordagem cinematográfica sobre a expedição que levou este astronauta a ser o primeiro homem a andar na lua. Se isto não for americano o suficiente, então mais nenhum outro filme o é.

If Beale Street Could Talk


Realizado por Barry Jenkins (Moonlight), este filme retrata uma história romântica, onde um casal apaixonado de Harlem vê-se envolvido numa acusação com base racista, e vemos aqui a sua luta para provar a sua inocência. Ora bem, temos aqui drama, amor, racismo e o realizador de Moonlight, filme este que foi o vencedor do Óscar de Melhor Filme em 2017. É preciso dizer mais alguma coisa?

Mary Queen of Scots


O filme de época mais aguardado deste ano é certamente esta rivalidade da realeza, que irá quase de certeza arrecadar diversas nomeações nas categorias técnicas. Com um elenco que conta com Margot Robbie e Saoirse Ronan nas personagens principais, será difícil não pensar também nas principais categorias. Afinal Hollywood sempre gostou imenso de um bom filme de época.

The Favourite


O realizador Yorgos Lanthimos é bastante peculiar, contudo os seus filmes são quase sempre bem recebidos pela crítica mundial, e a Academia já reconheceu o seu talento com nomeações em anos anteriores. Aqui temos uma outra história de época em que Yorgos irá adaptar uma narrativa, o que poderá jogar ainda mais a seu favor. Veremos.

Widows


Tudo sobre este filme tresanda a Óscares, desde o realizador (Steve McQueen de 12 Years a Slave), ao elenco (Viola Davis, Liam Neeson, Colin Farrell, Robert Duvall, Jacki Weaver, entre outros), até à história, onde um grupo de quatro viúvas de criminosos toma medidas para resolver as dívidas que os seus maridos lhes deixaram. Se este filme não tivesse o título de "Widows", teria certamente o título "Oscars".