28/01/2018

Sapatos, Música e Coco

Crítica: Coco
2017


Num mundo onde os vivos e os mortos encontram-se ligados de uma forma muito especial, existe uma senhora muito idosa de nome Coco, que vai deixar-nos a todos nós emocionados. A equipa Disney/Pixar consegue outra vez encontrar uma nova forma de criar um filme de animação que consegue emocionar os mais pequenos e os mais graúdos, e entreter de forma muito eficaz toda uma família.

Nomeado para dois Óscares (Melhor Filme de Animação e Melhor Canção Original), este "Coco" consegue ser realmente um dos melhores filmes de 2017, pois para além de toda a qualidade técnica de excelência em animação a que já estamos habituados, centra-se no tema da vida/morte e dos espíritos dos que já partiram para um outro mundo, que podemos dizer ser algo arriscado, nomeadamente para um filme de animação/infantil, contudo consegue ir até ao seu ponto máximo por forma a que a história faça sentido, sem nunca se deixar ir por caminhos mais tenebrosos digamos assim.

Imagem de "Coco"

O ambiente mexicano e a dimensão cultural diferente que é aqui apresentada, também pouco comum neste género cinematográfico, acrescenta também algo de irreverente e interessante, dando uma liberdade criativa que se transforma numa lufada de ar fresco para o género e que nos faz querer mais filmes assim.

Deixo aqui um destaque muito positivo para a caracterização e criação das personagens, principalmente as personagens mais idosas, porque nenhum pormenor foi esquecido e toda a equipa criativa encontra-se de parabéns.

"Coco" é sem dúvida um filme excepcional e feito com paixão de uma família para outra, com muita música e sapatos à mistura.

Mau | Meh | Bom

26/01/2018

Casa Branca VS Jornalismo

Crítica: The Post
2017

Poster de "The Post"

Steven Spielberg ao leme de um filme é praticamente já um selo de garantia de qualidade a nível de realização, e este "The Post" não escapa a esse selo. O que mais se destaca na realização de Steven Spielberg é a forma como nos conta a história e consegue agarrar o espectador e envolvê-lo na história. Quando o filme termina sentimos que fomos parte daquela narrativa e que estávamos lado a lado com as personagens, e a partilhar os seus sentimentos.

Num ambiente cinematográfico que nos faz recuar no tempo, este "The Post" complementa o interesse social, jornalístico e político da sua história com um elenco bastante forte, com todos os actores a desempenharem bem os seus papéis, com destaque para a conceituada actriz Meryl Streep.

Imagem de "The Post"

A história deste filme não se centra apenas na redacção de um jornal, numa festa luxuosa ou na Casa Branca, mas mostra os diversos lados e perspectivas que envolvem a liberdade de expressão e a influência política nos seus variados níveis.

Trata-se de um filme que para além de ser uma peça de entretenimento, consegue também ser educativo e deixar pelo menos o público a ter uma visão mais global sobre certos assuntos sociais e políticos que a todos nós influenciam. Um filme onde o termo 'qualidade' é a palavra-chave.

Mau | Meh | Bom

23/01/2018

E os nomeados aos Óscares são...


A 90ª Edição dos Óscares está quase a chegar, e hoje foi o dia da revelação dos grandes nomeados a esta que é considerada a maior celebração mundial do cinema.

Fiquem aqui com a lista completa de todos os nomeados em todas as categorias:

Melhor Filme
"Chama-me Pelo Teu Nome"
"A Hora Mais Negra"
"Dunkirk"
"Foge"
"Lady Bird"
"Linha Fantasma"
"The Post" 
"A Forma da Água" 
"Três Cartazes à Beira da Estrada"

Melhor Realização
Christopher Nolan - "Dunkirk"
Jordan Peele - "Foge"
Greta Gerwig - "Lady Bird"
Paul Thomas Anderson - "Linha Fantasma"
Guillermo del Toro - "A Forma da Água"

Melhor Actor Principal
Timothée Chamalet – “Chama-me Pelo Teu Nome” 
Daniel Day-Lewis – “Linha Fantasma”
Daniel Kaluuya – “Foge”
Gary Oldman – “A Hora Mais Negra”
Denzel Washington – “Roman J. Israel, Esq.”

Melhor Actriz Principal
Sally Hawkins - "A Forma da Água"
Frances McDormand - "Três Cartazes à Beira da Estrada"
Meryl Streep - "The Post"
Margot Robbie - "Eu, Tonya"
Saoirse Ronan - "Lady Bird"

Melhor Actor Secundário
Willem Dafoe – “The Florida Project”  
Woody Harrelson – “Três Cartazes à Beira da Estrada”
Richard Jenkins – “A Forma da Água”
Christopher Plummer – “Todo o Dinheiro do Mundo”
Sam Rockwell - “Três Cartazes à Beira da Estrada”

Melhor Actriz Secundária
Mary J. Blige – “Mudbound - As Lamas do Mississipi”
Allison Janney – “Eu, Tonya”
Lesley Manville – “Linha Fantasma”
Laurie Metcalf – “Lady Bird”
Octavia Spencer – “A Forma da Água”

Melhor Argumento Original
Amor de Improviso
Foge
Lady Bird
A Forma da Água
Três Cartazes à Beira da Estrada

Melhor Argumento Adaptado
Chama-me Pelo Teu Nome
Um Desastre de Artista
Logan
Jogo da Alta-Rodada
Mudbound - As Lamas do Mississipi

Melhor Fotografia
Blade Runner 2049
A Hora Mais Negra
Dunkirk
A Forma da Água
Mudbound - As Lamas do Mississipi

Melhor Montagem
Baby Driver - Alta Velocidade
Dunkirk 
Eu, Tonya
A Forma da Água
Três Cartazes à Beira da Estrada

Melhor Design de Produção
A Bela e o Monstro
Blade Runner 2049
Dunkirk
A Hora Mais Negra
A Forma da Água

Melhor Guarda-Roupa
A Bela e o Monstro
A Hora Mais Negra
A Forma da Água
Vitória & Abdul
Linha Fantasma

Melhor Caracterização
A Hora Mais Negra
Vitória & Abdul
Wonder - Encantador

Melhor Banda-Sonora
Carter Burwell - Três Cartazes à Beira da Estrada
Alexandre Desplat - A Forma da Água
Johnny Greenwood - Linha Fantasma
John Williams - Star Wars: Os Últimos Jedi
Hans Zimmer - Dunkirk

Melhor Canção Original
Mighty River - Mudbond - As Lamas do Mississipi
The Mistery of Love - Chama-me Pelo Teu Nome
Remember Me - Coco
Stand Up for Something - Marshall
This is Me - O Grande Showman

Melhores Efeitos Especiais
Blade Runner 2049
Guardiões da Galáxia Vol. 2
Kong: Ilha da Caveira
Star Wars: Os Últimos Jedi
Planeta dos Macacos: A Guerra

Melhor Edição Sonora
Baby Driver - Alta Velocidade
Blade Runner 2049
Dunkirk
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

Melhor Mistura Sonora
Baby Driver - Alta Velocidade
Blade Runner 2049
Dunkirk
A Forma da Água
Star Wars: Os Últimos Jedi

Melhor Documentário
Abacus: Small Enough to Jail
Olhares Lugares
Icarus
Last Men in Aleppo
Strong Island

Melhor Filme de Animação
The Boss Baby
Coco
A Paixão de Van Gogh
The Breadwinner
Ferdinando

Melhor Curta de Animação
Dear Basketball
Garden Party
LOU
Negative Space
Revolting Rhymes Part One

Melhor Filme em Língua Estrangeira
Uma Mulher Fantástica
The Insult
Loveless
Corpo e Alma
O Quadrado

Melhor Curta Documental
Edith + Eddie
Heaven is a trafic jam on the 405
Heroin(e)
Knife Skills
Traffic Stop

Melhor Curta-metragem
DeKalb Elementary
The Eleven O’Clock
My Nephew Emmett
The Silent Child
Watu Wote: All Of Us

22/01/2018

Vencedores dos Prémios SAG

Alguns vencedores dos prémios SAG

Ontem à noite decorreram os prémios SAG, onde é o Sindicato de Actores de Hollywood que homenageia os filmes e séries, e é um dos importantes prémios antes dos Óscares.

Fiquem aqui com a lista completa de todos os vencedores:

CINEMA

Melhor Actor

Timothée Chalamet, “Chama-me Pelo Teu Nome”

James Franco, “Um Desastre de Artista”

Daniel Kaluuya, “Foge”

Gary Oldman, “A Hora Mais Negra” - VENCEDOR

Denzel Washington, “Roman J. Israel, Esq.”

Melhor Actriz

Judi Dench, “Victoria & Abdul”

Sally Hawkins, “A Forma da Água”

Frances McDormand, “Três Cartazes à Beira da Estrada” - VENCEDORA

Margot Robbie, “Eu, Tonya”

Saoirse Ronan, “Lady Bird”

Melhor Actor Secundário

Steve Carell, “Battle of the Sexes”

Willem Dafoe, “The Florida Project”

Woody Harrelson,“Três Cartazes à Beira da Estrada”

Richard Jenkins, “A Forma da Água”

Sam Rockwell, “Três Cartazes à Beira da Estrada” - VENCEDOR

Melhor Actriz Secundária

Mary J. Blige, “Mudbound — As Lamas do Mississipi”

Hong Chau, “Downsizing”

Holly Hunter, “Amor de Improviso”

Allison Janney, “Eu, Tonya” - VENCEDORA

Laurie Metcalf, “Lady Bird”

Melhor Elenco

“Amor de Improviso”

“Foge”

“Lady Bird”

“Mudbound — As Lamas do Mississipi”

“Três Cartazes à Beira da Estrada” - VENCEDOR

Melhor Elenco de Duplos

“Baby Driver”

“Dunkirk”

“Logan”

“Planeta dos Macacos: A Guerra”

“Mulher-Maravilha” - VENCEDOR


TELEVISÃO


Melhor Actor de Drama

Jason Bateman, “Ozark”

Sterling K. Brown, “This Is Us” - VENCEDOR

Peter Dinklage, “A Guerra dos Tronos”

David Harbour, “Stranger Things”

Bob Odenkirk, “Better Call Saul”

Melhor Actriz de Drama

Millie Bobby Brown, “Stranger Things”

Claire Foy, “The Crown” - VENCEDORA

Laura Linney, “Ozark”

Elisabeth Moss, “The Handmaid’s Tale”

Robin Wright, “House of Cards”

Melhor Actor de Comédia

Anthony Anderson, “Black-ish”

Aziz Ansari, “Master of None”

Larry David, “Curb Your Enthusiasm”

Sean Hayes, “Will & Grace”

William H. Macy, “Shameless” - VENCEDOR

Marc Maron, “GLOW”

Melhor Actriz de Comédia

Uzo Aduba, “Orange is the New Black”

Alison Brie, “GLOW”

Jane Fonda, “Grace and Frankie”

Julia Louis-Dreyfus, “Veep” - VENCEDORA

Lily Tomlin, “Grace and Frankie”

Melhor Actor de Minissérie ou Telefilme

Benedict Cumberbatch, “Sherlock”

Jeff Daniels, “Godless”

Robert De Niro, “The Wizard of Lies”

Geoffrey Rush, “Genius”

Alexander Skarsgard, “Big Little Lies” - VENCEDOR

Melhor Actriz de Minissérie ou Telefilme

Laura Dern, “Big Little Lies”

Nicole Kidman, “Big Little Lies” - VENCEDORA

Jessica Lange, “Feud: Bette & Joan”

Susan Sarandon, “Feud: Bette & Joan”

Reese Witherspoon, “Big Little Lies”

Melhor Elenco de Drama

“The Crown”

“A Guerra dos Tronos”

“The Handmaid’s Tale”

“Stranger Things”

“This Is Us” - VENCEDOR

Melhor Elenco de Comédia

“Black-ish”

“Curb Your Enthusiasm”

“GLOW”

“Orange is the New Black”

“Veep” - VENCEDOR

Melhor Elenco de Duplos

“Game of Thrones” - VENCEDOR

“GLOW”

“Homeland”

“Stranger Things”

“The Walking Dead”

16/01/2018

Um Senhor dos Anéis em Los Angeles?

Crítica: Bright

2017


Poster de "Bright"

Num filme onde entram seres humanos, elfos, ogres e varinhas mágicas, encontramo-nos onde? No Shire? Não. Hogwarts? Não, errado. Estamos em Los Angeles, claro. Este é pelo menos o ponto de partida para um ambiente cinematográfico diferente que este filme "Bright", uma produção original da Netflix, traz para o mundo do cinema.

Entrando neste ambiente diferente seguimos para dentro de uma história mais banal, com Will Smith no papel de um polícia de LA que tenta lutar com questões raciais, que aqui se pretende fazer uma relação moral com o racismo que se encontra presente na sociedade actual, contudo esse paralelismo não é bem concretizado e ao longo do filme fugimos dessa temática para um enredo mais 'pastilha elástica', o que é uma pena.

Imagem de "Bright"

Se não fosse o factor fantasia, e a novidade que esse factor cria no ambiente cinematográfico aqui criado, este "Bright" seria um mau filme, pois seria um copy paste de muitos outros filmes policiais já feitos, contudo também não consegue ir mais além porque não consegue explorar bem o lado da fantasia aqui criada, deixando muitas pontas soltas e deixando-se levar por certos clichés.

Um dos pontos mais fortes aqui é sem dúvida toda a componente técnica, desde a maquilhagem e caracterização das personagens, passando pelos cenários e efeitos especiais. Um filme de acção decente, mas que deixa no público uma pitada de "soube a pouco".

Mau | Meh | Bom

13/01/2018

Ser-se humano em três cartazes

Crítica: Três Cartazes à Beira da Estrada
2017

Poster de Três Cartazes à Beira da Estrada

Este filme é a prova de que não se pode subestimar o poder de três cartazes publicitários, com três frases escritas, numa estrada onde ninguém passa, cujo conteúdo promete abalar toda uma população. Estes 'Três Cartazes' expressam uma frustração imperativa de uma mãe que procura descobrir quem são os responsáveis pela morte da sua filha, e que promete desencadear uma série de eventos por forma a que se faça algo em relação a isso.

Não se deixem enganar aqueles que podem assumir que esta narrativa seja simplista ou pouco interessante, pois de uma linha principal aparentemente simples ligam-se outras histórias e personagens, que tornam este filme numa obra complexa e muito, muito interessante.

Imagem de Três Cartazes à Beira da Estrada

Aqui todos os diálogos, todas as interpretações, todos os planos, etc., estão muito bem concretizados, dando espaço e tempo para momentos em que nos apetece rir e logo a seguir suster a respiração ou ficarmos de boca aberta, literalmente. O facto de que não existe apenas uma mensagem que o filme pretende transmitir, mas diversas, faz com que a sua complexidade seja maior, contudo o seu desenrolar encontra-se interligado extremamente bem, criando um impacto forte no público.

E esse impacto não é a magia do cinema. Esse impacto é o que traz a magia para o cinema, e permite-nos aprender, assimilar ideias e divertir ao mesmo tempo. Um filme para ver e rever.

Mau | Meh | Bom

10/01/2018

As lutas na galáxia continuam...

Crítica: Star Wars: Episódio VIII - Os Últimos Jedi

2017


Poster de Os Últimos Jedi

As guerras das estrelas, a luta entre o Bem e o Mal e todas as histórias numa galáxia bem distante continuam bem vivas e de boa saúde, e não parece que vão acabar tão cedo. Hoje em dia já são poucas as pessoas que possam desconhecer por completo as palavras Star Wars, Disney ou Darth Vader, e aqui como nestes "Últimos Jedi", não há tempo para explicar todo este universo desde o início, portanto vamos saltar essa parte.

Tecnicamente este filme cumpre como deveria cumprir, enchendo os olhos dos espectadores com planos fortes e efeitos especiais trabalhados ao detalhe, e a nível da sua narrativa também, cumprindo com uma coesão a nível das duas histórias principais aqui exploradas, dando espaço suficiente para que o guião possa transitar entre uma e outra sem que se perca o foco principal do filme.

Mas para além disso, que há mais a acrescentar a estes 'Últimos Jedi'? Para os fãs desta saga o filme cumpre em todas as medidas, respondendo a várias perguntas anteriores e deixando outras em aberto para dar continuidade nos filmes que se seguirão. Contudo não deixa um impacto extraordinário no mundo do cinema, ou mesmo na saga Star Wars, dando apenas mais um passo neste universo já tão extenso.

Imagem de Os Últimos Jedi

Sendo assim, esta adição ao cinema de Star Wars é razoável e enche os olhos a todos, deixando os seus fãs felizes e ansiosos por mais. O que se destaca principalmente é, sem dúvida, os efeitos especiais e sonoros, que nos deixam com vontade de viver naquela realidade, numa galáxia assim, numa vida assim, e isso é a magia do cinema, a possibilidade de nos puxar para um mundo diferente durante um filme.

Um filme para miúdos e graúdos, bastante familiar, com momentos cómicos e outros mais sérios, com uma boa mensagem a transmitir, e construindo essa narrativa de forma coesa.

Mau | Meh | Bom

09/01/2018

"A Forma da Água" lidera os nomeados aos BAFTA


Com um total de 12 nomeações, o filme "A Forma da Água" do realizador Guillermo del Toro é o grande favorito aos prémios BAFTA deste ano.

Vê aqui a lista completa com todas as categorias a concurso:

Melhor Filme
Call Me By Your Name
Darkest Hour
Dunkirk
The Shape of Water
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Melhor Filme Britânico
Darkest Hour
The Death of Stalin
God's Own Country
Lady Macbeth
Paddington 2
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Melhor Realizador
Denis Villeneuve - Blade Runner 2049
Luca Guadagnino - Call Me By Your Name
Christopher Nolan - Dunkirk
Guillermo del Toro - The Shape of Water
Martin McDonagh - Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Melhor Actriz Principal
Annette Bening - Film Stars Don't Die in Liverpool
Frances McDormand - Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Margot Robbie - I, Tonya
Sally Hawkins - The Shape of Water
Saoirse Ronan - Lady Bird

Melhor Actor Principal
Daniel Day-Lewis - Phantom Thread
Daniel Kaluuya - Get Out
Gary Oldman - Darkest Hour
Jamie Bell - Film Stars Don't Die in Liverpool
Timothée Chalamet - Call Me By Your Name

Melhor Actriz Secundária
Allison Janney - I, Tonya
Kristin Scott Thomas - Darkest Hour
Laurie Metcalf - Lady Bird
Lesley Manville - Phantom Thread
Octavia Spencer - The Shape of Water

Melhor Actor Secundário
Christopher Plummer - All the Money in the World
Hugh Grant - Paddington 2
Sam Rockwell - Three Billboards Outside Ebbing, Missouri
Willem Dafoe - The Florida Project
Woody Harrelson - Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Melhor Estreia para um Escritor, Realizador ou Produtor Britânico
The Ghoul - Gareth Tunley, Jack Healy Guttman, and Tom Meeten
I Am Not a Witch - Rungano Nyoni, Emily Morgan
Jawbone - Johnny Harris, Thomas Napper
Kingdom of Us - Lucy Cohen
Lady Macbeth - Alice Birch, William Oldroyd, Fodhla Cronin O'Reilly

Melhor Filme Estrangeiro (Língua Não-Inglesa)
Elle
First They Killed My Father
The Handmaiden
Loveless
The Salesman

Melhor Documentário
City of Ghosts
I Am Not Your Negro
Icarus
An Inconvenient Sequel
Jane

Melhor Filme de Animação
Coco
Loving Vincent
My Life As a Courgette

Melhor Argumento Original
Get Out
I, Tonya
Lady Bird
The Shape of Water
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Melhor Argumento Adaptado
Call Me By Your Name
The Death of Stalin
Film Stars Don't Die in Liverpool
Molly's Game
Paddington 2

Melhor Música Original
Blade Runner 2049
Darkest Hour
Dunkirk
Phantom Thread
The Shape of Water

Melhor Fotografia
Blade Runner 2049
Darkest Hour
Dunkirk
The Shape of Water
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Melhor Edição
Baby Driver
Blade Runner 2049
Dunkirk
The Shape of Water
Three Billboards Outside Ebbing, Missouri

Melhor Design de Produção
Beauty and the Beast
Blade Runner 2049
Darkest Hour
Dunkirk
The Shape of Water

Melhor Guarda-Roupa
Beauty and the Beast
Darkest Hour
I, Tonya
Phantom Thread
The Shape of Water

Melhor Caracterização e Maquilhagem
Blade Runner 2049
Darkest Hour
I, Tonya
Victoria & Abdul
Wonder

Melhor Banda-Sonora/Som
Baby Driver
Blade Runner 2049
Dunkirk
The Shape of Water
Star Wars: The Last Jedi

Melhores Efeitos Especiais
Blade Runner 2049
Dunkirk
The Shape of Water
Star Wars: The Last Jedi
War for the Planet of the Apes

Melhor Curta de Animação Britânica
Have Heart
Malmoon
Poles Apart

Melhor Curta Britânica
Aamir
Cowboy Dave
A Drowning Man
Work
Wren Boys

EE Rising Star Award (Voto do Público)
Daniel Kaluuya
Florence Pugh
Josh O'Connor
Tessa Thompson
Timothée Chalamet

04/01/2018

E a vida roda e roda...

Crítica: Roda Gigante

2017


Poster de Roda Gigante

O escritor e realizador Woody Allen representa por si só uma marca no mundo da sétima arte, e um estilo próprio de fazer cinema. Esta Roda Gigante enquadra-se no estilo de Allen, mas faz apenas isso, ou seja, não consegue ir além da sua narrativa, bem trabalhada, para nos dar um filme marcante, ficando-se pelo meio de uma filmografia extensa e com muito melhores obras que esta Roda Gigante.

O filme centra-se na personagem interpretada por Kate Winslet, e nos seus conflitos emocionais, que se transformam em algo muito linear e previsível, faltando aqui uma maior diversidade de emoções ou abordagens. Nota-se aqui uma grande parecença com o filme Blue Jasmine, no foco que dá a uma personagem feminina principal e na sua transformação emocional, sendo que em Blue Jasmine a exploração dessa narrativa está mais interessante.

Imagem de Roda Gigante

A actriz Kate Winslet toma rédeas às emoções desta personagem, mas sinto que poderia ter tido uma performance mais convincente e mais marcada pelo conflito, do que propriamente pelo atenuar de emoções que praticamente sabemos desde que as personagens são introduzidas no filme.

O ponto forte vai certamente para o argumento, apesar de este poder ter sido mais ambicioso, mas que não se deixa levar por comuns clichés, não fosse este um filme escrito por Woody Allen. No departamento técnico nota-se uma posição forte em relação ao estilo de imagem, luzes e cores carregadas, que sinto ter sido um estilo utilizado em demasia, apesar de se entender o seu propósito.

Mau | Meh | Bom

02/01/2018

Aliens e Punk unidos

Crítica: How to Talk to Girls at Parties

2017


Poster de How to Talk to Girls at Parties

Pode-se dizer que o mais recente filme do realizador John Cameron Mitchell, estreado na passada edição do Leffest, tem um título invulgar, e se for traduzido à letra será algo como "Como Falar com Raparigas em Festas". Curioso? Sim, e invulgar.

Mas a palavra 'invulgar' é um adjectivo comum no mundo que este realizador traz por norma ao cinema. Com base numa história de Neil Gaiman, este filme consegue juntar punk, aliens, amor e roupas bizarras, e consegue com toda esta mistura criar algo interessante e único, com o qual nos conseguimos relacionar. Aqui não se pode aplicar a frase "ah este filme fez-me lembrar o filme tal".

Imagem de How to Talk to Girls at Parties

Se pensamos que vamos preparados para o que iremos ver neste filme, então estamos enganados, mas isso não significa que o filme ou a sua história sejam maus, pelo contrário. Aliás, a história em si até consegue ser em parte cliché e banal, naquilo que pretende transmitir como mensagem ou moral ao espectador, mas é a forma como é transmitida que faz a diferença.

Não consigo aqui destacar um ou outro pontos mais fortes ou fracos que este filme possa ter, talvez com excepção do design técnico que está de parabéns. Todo o elenco vai bem, a realização cumpre e os cenários estão todos bem enquadrados naquilo que se pretende em cada ambiente criado. Este é um caso que ou se gosta ou se odeia, e no meu caso gostei, e muito.

Mau | Meh | Bom